Da dispensa do Bayern de Munique ao recorde mundial: quem é Lutz Pfannenstiel, primeiro jogador da história a jogar nas seis confederações da Fifa

Após não ao Bayern de Munique, passou pro treze países, 25 clubes e cinco continentes

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Alemão esteve entre treze países, 25 clubes, seis confederações de futebol e cinco continente

Lutz Pfannenstiel, o único jogador de futebol da história a atuar nas seis confederações vinculadas à FIFA, teve uma passagem pelo Brasil. Entre os 13 países, 25 clubes, seis confederações de futebol e cinco continentes, o Atlético de Ibirama, de Santa Catarina, entrou no roteiro do alemão.

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Pfannenstiel recebeu a primeira grande oportunidade para o futebol profissional em 1991, aos 19 anos, do Bayern de Munique. Na época, defendendo o pequeno clube alemão clube alemão FC Bad Kotzting, recusou a proposta achando que poderia ganhar mais experiência e mais tempo de jogo ficando onde estava.

Em 1994, depois de uma passagem pela Malásia, ingressou no futebol inglês. No Wimbledon, que na época disputava a Premier League, foi vítima do grupo de jogadores apelidados de “Crazy Gang”. Durante um treino, o jogador foi agarrado pelo elenco, despido e abandonado pelado. Segundo ele, precisou correr quase 5 quilômetros sem nenhuma peça de roupa.


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O goleiro também teve uma passagem pelo Nottingham Forest, antes de mais uma vez pegar a estrada e assinar contrato com o Orlando Pirates, da África do Sul, em 1996, onde ficou apenas uma temporada antes de seguir para a Finlândia.

Preso em Cingapura

Em 2000, quando defendia o Geyland United, em Cingapura, Pfannenstiel foi acusado de participar de um esquema de manipulação de resultados de partidas para uma máfia de apostas. Embora tenha negado as acusações, foi condenado e preso na prisão de Changi, conhecida pelas condições precárias. 

Segundo a BBC, Pfannenstiel conta que foi agredido diversas vezes por outros presos e submetido a interrogatórios policiais violentos. O alemão foi libertado em 2001.

Com a reputação abalada, ele precisou buscar mercados ainda mais alternativos. Jogou na Nova Zelândia antes de voltar à Inglaterra para jogar nas divisões semiprofissionais. Em 2002, Pfannenstiel se chocou com um adversário durante uma partida e sofreu uma grave lesão pulmonar e uma parada cardíaca.

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Passagem pelo Brasil

Mesmo após o acidente, Pfannenstiel passou ainda pela Noruega, Canadá e Albânia antes da guinada que o trouxe ao Brasil. Inicialmente, o alemão mirava o América (RJ), mas a fraca situação financeira do time o levou para Ibirama, cidade catarinense com menos de 20 mil habitantes e um histórico de imigração alemã que casou perfeitamente com a presença de um jogador.

Pelo Hermann Aichinger, que depois foi renomeado de Atlético de Ibirama, jogou apenas 12 partidas pelo Atlético. Pfannenstiel seguiu para Cuba como preparador de goleiros da seleção nacional e voltou então para a Noruega. Foi na Namíbia, na África, que Lutz pendurou as chuteiras

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Pfannenstiel segue no futebol em outra função

Agora, aos 41 anos, Lutz Pfannenstiel Atualmente, trabalha como observador de jogadores para o clube alemão Hoffenheim.

O goleiro também sonha em disputar uma partida na Antártica como parte de seu projeto de conscientização sobre o aquecimento global. Ele fundou uma ONG, a Global United Football Club, que busca aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas.

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Recentemente um brasileiro quebrou o mesmo recorde do alemão, agora sendo o primeiro atleta de linha. Sérgio Barboza, mais conhecido como “Jogador Dublê”, entrou em campo no Taiti, filiado a Confederação Asiática de Futebol, e também marcou sua história.

*sob supervisão de Marcos Jordão