Dívida de R$ 155 milhões faz tradicional clube francês encerrar atividades após tentativa de compra de Ronaldinho

Clube já havia apresentado um recurso de urgência ao Tribunal Administrativo de Paris, ainda sem resposta

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Ronaldinho foi um dos interessados na compra do clube: Foto: Web Summit, Wikimedia Commons)

Ronaldinho foi um dos interessados na compra do clube: Foto: Web Summit, Wikimedia Commons)

Uma dívida de mais de 27,8 milhões de euros (R$ 155 milhões) fez um tradicional clube francês suspender as atividades por tempo indeterminado após uma tentativa de compra que envolveu Ronaldinho Gaúcho. O ex-jogador brasileiro chegou a entrar na disputa para adquirir a equipe, mas a negociação não avançou.

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A grave crise financeira fez o Monaco Basket, atual campeão francês de basquete, entrar em processo de insolvência e suspender suas atividades por tempo indeterminado. O clube foi excluído das principais competições nacionais após uma temporada histórica.

A situação foi declarada pelo Tribunal de Primeira Instância de Monaco. O processo pode resultar em liquidação judicial ou recuperação judicial, e o clube tem 15 dias para recorrer. Antes da decisão, o Monaco já havia apresentado um recurso de urgência ao Tribunal Administrativo de Paris, ainda sem resposta.

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O cenário financeiro contrasta com o desempenho esportivo da equipe em 2025/2026. Na temporada, o Monaco conquistou uma inédita quádrupla coroa, com os títulos da Elite, principal liga francesa, da Copa da França, da Leaders Cup e da Supercopa da França. O clube também chegou aos playoffs da Euroliga.

Entenda os motivos que levaram o encerramento das atividades do Monaco

As dificuldades aumentaram durante a gestão de Aleksej Fedorychev, bilionário russo que era proprietário do Monaco e teve as contas congeladas após o início da guerra na Ucrânia. Para conseguir concluir a temporada, o clube recebeu um empréstimo de 21 milhões de euros, aproximadamente R$ 117 milhões, concedido pelo Principado de Monaco.

Segundo o portal francês BeBasket, o valor poderia ser compensado caso o projeto esportivo tivesse continuidade. No entanto, após o fim da temporada, o Monaco perdeu a licença profissional para disputar a liga francesa e foi impedido de participar das duas primeiras divisões nacionais.

Com a crise se agravando, o clube iniciou uma busca por novos investidores. Um dos nomes que mais se aproximou de um acordo foi Jamal Mashburn, ex-jogador da NBA. Ronaldinho Gaúcho também entrou na disputa pela compra do Monaco, segundo o jornal L’Équipe, mas a negociação não avançou.

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Em setembro, o clube anunciou um novo acionista, mas não revelou sua identidade. A mudança, porém, não foi suficiente para solucionar os problemas financeiros.

Sem poder disputar a elite do basquete francês, o Monaco tentou montar uma equipe para participar da Nationale 1, considerada a terceira divisão nacional. A inscrição foi rejeitada pela Federação Francesa de Basquete e pelo Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês, que apontaram falta de garantias financeiras e administrativas.

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O clube também buscou uma alternativa fora da França e chegou a negociar uma participação na Liga Adriática, competição que reúne equipes de países da região dos Bálcãs. A tentativa, entretanto, também não avançou.

Diante da falta de alternativas, o Monaco deixou de pagar seus funcionários e aguardou a decisão da Justiça. Ao declarar a insolvência, o tribunal apontou a ausência de ativos disponíveis no AS Monaco e estabeleceu 1º de julho de 2026 como o início da situação de insolvência.

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Com a decisão, o Monaco Basket suspenderá as atividades e seguirá apenas com a equipe de formação, considerada amadora. O time disputa a quinta divisão nacional.

*Sob suepervisão de Marcos Jordão