Um atacante revelado pelo Flamengo acionou a Justiça do Trabalho para pedir a rescisão indireta do contrato com um clube da Série B, além de cobrar uma dívida no montante de R$ 2 milhões. A medida foi tomada após a recusa de uma proposta amigável de encerramento do vínculo contratual.
Seis clubes tradicionais que já tiveram a falência decretada
Segundo apurou o ge, o jogador Felipe Vizeu e seus representantes rejeitaram a oferta inicial apresentada pela diretoria do Avaí. Os advogados Victor Boabaid e Samira Zambrano ingressaram com o pedido de tutela de urgência cobrando uma dívida de mais de R$ 2 milhões.
O centroavante foi contratado pelo clube catarinense no mês de agosto com vínculo firmado até o meio de 2027. O atleta relatou nas redes sociais que a passagem por Florianópolis foi uma das experiências mais difíceis da carreira.
“Enfrentei situações relacionadas à organização interna e ao descumprimento de compromissos assumidos, circunstâncias que acabaram afetando a confiança e as condições necessárias para a continuidade do trabalho. Mesmo diante dessas adversidades, procurei exercer meu papel com profissionalismo, responsabilidade e respeito. Busquei apoiar meus companheiros, contribuir para um ambiente positivo e ajudar, sempre que possível, aqueles que também enfrentavam dificuldades no dia a dia do clube”, publicou em nota Vizeu.
O Leão da Ilha acumula três meses de salários atrasados e nunca efetuou os recolhimentos de FGTS do profissional. O atacante não recebeu vencimentos desde a chegada e bancou R$ 30 mil do próprio bolso para quitar a premiação do elenco após a vitória contra o Sport.
A petição judicial fixa o valor total da cobrança ao clube de Santa Catarina em exatamente R$ 2.107.115,10. O montante engloba salários atrasados, direitos de imagem, auxílio-moradia, 13º salário, férias, multas, rescisão e o reembolso do prêmio pago.
“Em determinados momentos, essa contribuição ultrapassou minhas obrigações como atleta. Procurei auxiliar pessoas que enfrentavam dificuldades financeiras e, por iniciativa própria, também busquei incentivar e valorizar o esforço coletivo”, acrescentou.
O processo inclui a solicitação de uma quantia de R$ 120 mil destinada à indenização por danos morais ao atleta. A diretoria do clube catarinense informou que ainda não recebeu a notificação oficial proferida pela Justiça do Trabalho.
*Sob supervisão de Marcos Jordão






