Dívida de R$ 6,6 milhões leva clube de SP que formou ex-Seleção Brasileira e espanhola à justiça para evitar falência

Na Copa do Mundo de 2006, time do interior tinha três atletas formados na base defendendo seleções diferentes

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Estádio Décio Vitta, casa do Rio Branco (Foto: Foto: Gustavo Gomiero, Prefeitura de Americana | Divulgação, Nike)

Um tradicional clube do interior paulista, famoso por revelar talentos para grandes seleções do futebol mundial, enfrenta uma severa crise financeira. A agremiação busca alternativas na Justiça e acordos comerciais para garantir a continuidade das atividades, em meio a uma dívida de quase R$ 7 milhões.

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Seis clubes tradicionais que já tiveram a falência decretada por dívida

O Rio Branco viveu o auge ao ver atletas formados na base disputarem a Copa do Mundo de 2006: Mineiro (Brasil), Zinha (México) e Marcos Senna (Espanha). Atualmente na terceira divisão estadual, a equipe de Americana (SP) tenta evitar a falência por meio de um processo de Recuperação Judicial.

Segundo apuração do ge, a ação iniciada em 2023 busca renegociar débitos calculados em R$ 6,6 milhões divididos entre 41 credores registrados. As pendências trabalhistas somam R$ 664 mil e enfrentam questionamentos do Administrador Judicial quanto à comprovação dos pagamentos.

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Sem iluminação no estádio Décio Vitta há oito anos, a diretoria avalia uma parceria com a empresa gestora do Sertãozinho. O clube também enfrenta investigações do Ministério Público referentes ao repasse de valores da venda do lateral Vanderson ao Monaco.

A negociação promovida pelo ex-atacante Sandro Hiroshi gerou uma cobrança na Câmara Nacional de Resolução de Disputas contra o Grêmio. O órgão condenou o clube gaúcho a pagar R$ 1,9 milhão relativo aos direitos econômicos do atleta recém-convocado.

A equipe de Porto Alegre obteve autorização para quitar seus débitos de forma coletiva perante a entidade reguladora. O desfecho da disputa financeira permanece decisivo para o plano de reestruturação e sobrevivência do tradicional clube paulista.

*Sob supervisão de Marcos Jordão