Dupla de clube catarinense faz história no tênis e conquista dobradinha inédita de Masters 1000 nos Estados Unidos

Orlando Luz e Rafael Matos garantem troféu em Cincinnati, igualam marca de lendas do tênis e sobem no ranking mundial

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Os brasileiros venceram Constantin Frantzen e Robin Haase. (Foto: Cincinnati Tennis, Reprodução / Cincinatti Open, Reprodução)

O tênis brasileiro alcançou um feito histórico nos Estados Unidos. Os atletas Orlando Luz e Rafael Matos, representantes da equipe catarinense ADK Tennis, sediada em Itajaí, conquistaram o título de duplas do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, no último domingo (23).

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A vitória na decisão veio de virada contra a dupla formada pelo alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase por 2 sets a 1 (com parciais de 6/4, 3/6 e 10/7), em partida que durou 1h21min.

Com o resultado, a dupla de brasileiros consolidou uma sequência invicta incrível na América do Norte, vindo do título do Masters de Montreal, no Canadá, conquistado há dez dias. Eles se tornaram a primeira dupla 100% brasileira a vencer os dois torneios de nível Masters que antecedem o US Open.

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Apenas a quarta dupla na história

Na história do tênis, apenas outras três duplas haviam conquistado a dobradinha de títulos em Montreal e Cincinnati no mesmo ano: os lendários irmãos Bob e Mike Bryan (2010), Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig (2016), e os franceses Nicolas Mahut e Pierre Herbert (2017).

A conquista também faz com que os atletas brasileiros subam no ranking mundial da ATP. Na tabela individual de duplas, Orlando saltará para o 13º lugar, enquanto Rafael passará a ocupar a 16ª colocação.

Já na classificação por duplas, eles sobem para o sexto lugar, ficando muito próximos de confirmar vaga no ATP World Finals, torneio em Turim, na Itália, que reúne as oito melhores duplas da temporada em novembro.

Foco no Grand Slam de Nova York

O técnico da equipe, Luiz Peniza, que acompanhou os brasileiros na sequência de torneios, destacou a grande capacidade de concentração e poder de adaptação demonstrados ao longo das duas semanas de competição de alto nível.

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Os atletas agora permanecem em solo americano para iniciar a fase final de preparação com foco no US Open, o último Grand Slam da temporada, que começa em Nova York nos primeiros dias de setembro.

*Sob supervisão de Marcos Jordão