O Internacional oficializou na manhã desta quarta-feira (23) a contratação do técnico Eduardo Baptista para comandar a equipe na reta final do Campeonato Brasileiro. O treinador chega com a missão de salvar o time do rebaixamento nos últimos dez jogos da competição. Contudo, a sua chegada resgata uma polêmica histórica entre a torcida colorada e seu pai, o ex-treinador Nelsinho Baptista.
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A frase de Nelsinho Baptista que revoltou o Beira-Rio em 1996
A contratação de Eduardo Baptista ocorre em um momento delicado, com o Inter na 18ª colocação da Série A. Nas redes sociais, o sobrenome Baptista imediatamente reacendeu a memória de uma das declarações mais controversas do futebol gaúcho nos anos 90.
Segundo apuração de GZH, a rusga entre a torcida do Internacional e Nelsinho Baptista começou em 1996. Após comandar a equipe em apenas 27 partidas, o treinador decidiu abandonar o clube no meio do Campeonato Brasileiro para assumir o Corinthians. Na saída, ao explicar sua decisão, disparou a frase que marcou sua trajetória em Porto Alegre:
“Estou saindo para treinar um clube grande”, afirmou Nelsinho em declaração amplamente repercutida na época.
A declaração provocou fúria imediata entre os torcedores colorados e transformou Nelsinho em persona non grata no Beira-Rio. Uma matéria do Jornal Extra, de anos mais tarde, em 2008, noticiou que após a saída de Abel Braga, o nome do técnico chegou a ser cotado como possível substituto, mas a forte rejeição da torcida inviabilizou qualquer acerto.
Goleada em 2005 e a meta de Eduardo Baptista no Z-4
O troco da torcida do Internacional aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2005. Comandando o Santos, Nelsinho Baptista enfrentou o time gaúcho precisando da vitória. O Colorado venceu a partida por 4 a 0, resultado que culminou na entrega do cargo por parte do treinador uma semana depois, relembra o quadro “Que fim levou”, do UOL.
Agora, mais de duas décadas depois, Eduardo Baptista chega para escrever sua própria história sem a sombra do passado do pai. Para livrar o Inter do rebaixamento, o novo comandante precisará somar pelo menos cinco vitórias nas dez partidas restantes, alcançando entre 43 e 45 pontos na tabela de classificação.
*Sob supervisão de Marcos Jordão









