O Grêmio chamou a atenção ao oficializar a assinatura de um contrato de patrocínio máster com uma casa de apostas apenas dois dias antes do Governo Federal anunciar o fim das bets no Brasil. Segundo o ge, o acordo firmado com a empresa Pitaco prevê um aporte de R$ 140 milhões ao longo de três anos.
Fotos antigas mostram a construção da Arena do Grêmio
A diretoria tricolor e a empresa de apostas selaram o negócio na quarta-feira (23), enquanto a decisão do governo proibindo a atuação das casas de apostas no país foi confirmada na sexta (25).
A justificativa dos bastidores para a assinatura rápida
A explicação para a assinatura do contrato mesmo diante da iminente proibição foi revelada pela apuração do ge. Clube e empresa decidiram selar o contrato naquela semana conscientes de que o Governo aplicaria medidas restritivas em breve.
A estratégia da diretoria do Grêmio foi ter o contrato já vigente para eventuais regras de transição, garantindo resguardo jurídico e contratual caso a nova regulamentação permitisse a manutenção de acordos pré-existentes — cenário que, por enquanto, não se confirmou.
Cláusulas de proteção e manifesto dos clubes
Apesar da tentativa de se resguardar antes do veto governamental, o futuro do aporte de R$ 140 milhões segue em aberto. Nos bastidores, o contrato prevê proteção para ambas as partes em caso de rescisão forçada pela legislação.
O Grêmio também foi um dos clubes que assinaram o manifesto intitulado “O Fim do Futebol Brasileiro”, defendendo a relevância das patrocinadoras do setor de apostas para a sustentabilidade financeira das equipes do país.
*Sob supervisão de Marcos Jordão













