A prefeitura de Cidreira dará início, nesta terça-feira (3), ao processo de concessão do Estádio Municipal Antônio Braz Sessim, o popular Sessinzão, que se encontra em ruínas e sem receber jogos há 19 anos. A abertura das propostas comerciais está agendada para o dia 9 de dezembro e prevê a destinação do imóvel para a exploração de atividades esportivas por 30 anos, prazo renovável por igual período.
Fotos mostram como está o estádio abandonado no Sul do Brasil
A medida marca o desfecho de uma longa tramitação burocrática e jurídica. Interditado pelo Judiciário em 2010 devido a graves falhas estruturais, o estádio recebeu autorização judicial para concessão em abril deste ano, além de um parecer favorável do Ministério Público para sua desinterdição.
Entre os principais interessados na concorrência está a Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA), que projeta transformar a antiga praça esportiva em um circuito de pista oval avaliado em até R$ 50 milhões. Caso vença o leilão, a entidade buscará investidores para viabilizar o projeto, que prevê a atração de competições como a Nascar Brasil e a construção de uma pista de kart na área central do complexo.
As regras da concessão exigem um investimento mínimo de R$ 40 milhões ao longo de 10 anos, sendo R$ 5 milhões já nos primeiros três anos de contrato. As informações são da GZH.
Quando Grêmio e Internacional jogavam em Cidreira
Inaugurado em 1996 ao custo de pouco mais de R$ 2 milhões, o estádio tinha como objetivo movimentar a atividade econômica e ser a segunda casa de Grêmio e Internacional. Com capacidade para 18 mil pessoas, a estreia foi em um jogo entre Inter e Ypiranga, pelo Gauchão.
A primeira partida do Grêmio no campo foi contra o Pelotas, também pelo Estadual. O estádio recebeu diversos jogos da dupla, mas nunca um GreNal.
No entanto, a trajetória do Sessinzão no futebol foi curta: foram apenas 19 jogos oficiais antes de ser interditado em 2010 por graves problemas estruturais. Com a falta de interesse da dupla GreNal e dificuldades em promovoer eventos, o local foi abandondo e alvo de depredações.
Atualmente, a construção, que fica entre dunas de areia na pequena cidade gaúcha à beira do mar, abriga mais entulho do que história.























