Ex-Seleção Brasileira tem pena reduzida na prisão após ler clássicos e fazer curso profissionalizante

Entre as obras lidas pelo ex-jogador estão Capitães da Areia, Tristão e Isolda e A Invenção de Hugo Cabret

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Camisa da Seleção Brasileira de Futebol (Foto: Lívia Villas Boas, CBF)

Camisa da Seleção Brasileira de Futebol (Foto: Lívia Villas Boas, CBF)

A Justiça concedeu um novo abatimento no tempo de prisão do ex-jogador Robinho, ex-Seleção Brasileira, diminuindo 72 dias de sua condenação por estupro na Itália. Publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional em 11 de setembro, a decisão é fruto de um pedido acolhido parcialmente pela Vara de Execução Penal. As informações são do ge.

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O benefício foi obtido pelo ex-atleta da Seleção Brasileira por meio de leituras de clássicos literários, aulas no sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA), atividades laborais e a realização de um curso de qualificação profissional promovido pelo Senai.

Dentre as obras lidas que ajudaram a abater a pena estão “Tristão e Isolda”, “Capitães da Areia” e “A Invenção de Hugo Cabret”. Por outro lado, a Justiça indeferiu os pedidos de remição voltados a módulos de ensino à distância apresentados pela defesa.

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Cumprindo os nove anos de reclusão no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo, o ex-atacante já conseguiu abater um acumulado de 301 dias de sua pena desde a sua prisão.

Este é o terceiro abatimento concedido pela Justiça paulista ao ex-jogador a partir do empenho em programas de ressocialização dentro da unidade prisional. A primeira redução ocorreu em outubro de 2025, garantindo 69 dias a menos de reclusão com o aval do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), distribuídos entre horas de estudo e resenhas literárias. Posteriormente, em 14 de janeiro deste ano, a defesa obteve novo parecer favorável com a remição de mais 160 dias baseados em trabalho e estudo.

Prisão

Robinho cumpre pena de nove anos de prisão por estupro coletivo, ocorrido em 2013, na Itália. A transferência da pena para o sistema prisional brasileiro foi determinada pela Justiça italiana e homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024.

A previsão é que Robinho fique em regime fechado pelo menos até 2027, antes da possibilidade de progredir para o regime semiaberto, em que o cumprimento da pena é mais brando.

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