No início da temporada da Fórmula 1, a FIA cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita por conta dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. Agora, mesmo diante de novas tensões envolvendo o grupo Houthis e a Arábia Saudita, a federação voltou atrás e deve manter as corridas do Catar e de Abu Dhabi.
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Em declaração ao site inglês Motorsport, uma fonte ligada à F1 defendeu cautela na avaliação do cenário e afirmou que, neste momento, não há previsão de mudanças nas duas provas.
“O que lemos na mídia é bem diferente da realidade. Mas isso significa que nada vai acontecer? Não posso prever nada com base nisso. Só posso dizer hoje que nada vai acontecer e que as duas corridas vão ocorrer”, afirmou.
De acordo com o portal Record, de Portugal, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, está confiante com a relização da prova na região e também deu uma justificativa com o objetivo de tentar “tranquilizar” os fãs do esporte.
“Temos o senso comum de que nunca vamos levar o nosso staff, pilotos ou diretores para um local que sentimos que é arriscado. Mas os meus filhos estão lá [nos Emirados Árabes Unidos]. Acham que os levava para lá e deixava se fosse perigoso? “, disse o presidente.
Na última semana, um míssil lançado pelo grupo Houthis caiu em Dammam, na Arábia Saudita, a cerca de 160 quilômetros do circuito de Lusail, que recebe o GP do Catar. Segundo a imprensa internacional, o agravamento do cenário pode levar a disputa ao tradicional Ímola, na Itália.
A próxima parada da categoria será em Austin, nos Estados Unidos, para a 18ª etapa da temporada no próximo final de semana. Já o GP do Catar está marcado para os dias 27 a 29 de novembro, enquanto o GP de Abu Dhabi acontece entre 4 e 6 de dezembro.
*Sob supervisão de Marcos Jordão







