A entidade máxima do futebol desmentiu declarações recentes de dirigente marroquino e reiterou que a definição sobre a sede da grande final da Copa do Mundo de 2030 permanece totalmente em aberto.
Veja fotos do projeto do Hassan II, maior estádio do mundo, que pode ser palco da final da Copa do Mundo de 2030
O presidente da federação marroquina, Fouzi Lekjaa, gerou repercussão ao sugerir publicamente que a decisão da competição seria disputada no estádio Hassan II, localizado na província de Benslimane, próximo a Casablanca.
“O que vocês precisam saber é que a província de Benslimane terá a honra de sediar a final da Copa do Mundo de 2030 ”, anunciou o presidente da federação marroquina.
Um porta-voz oficial da FIFA procurou a imprensa para enfatizar que a escolha da praça esportiva do duelo decisivo será tomada no momento oportuno pela própria instituição internacional.
“Como comunicado em 5 de agosto, a decisão será tomada pela FIFA oportunamente “, disse um porta-voz.
Diante do posicionamento do órgão regente, a disputa para sediar a partida mais importante do torneio segue concentrada principalmente entre o estádio marroquino e o Santiago Bernabéu, em Madri.
Dirigentes da federação do país africano tentaram ponderar as declarações, alegando que o mandatário expressou apenas um desejo pessoal em relação à escolha da praça esportiva.
A definição do palco da final envolve intensa articulação política entre as sedes e a entidade organizadora até que o anúncio oficial seja realizado de forma definitiva.
Entenda o plano do Marrocos para sediar a final da Copa
O plano marroquino gira em torno do Estádio Hassan II, cuja capacidade máxima será de 115 mil pessoas. O anúncio oficial do projeto foi feito pelo Reino de Marrocos em outubro de 2023, prevendo um gasto de R$ 2,4 bilhões na arena, que será erguida na região de Benslimane até o fim de 2027.
O governo comunicou que faria reformas profundas para se adequar ao “Padrão Fifa” em praças esportivas de Tânger, Casablanca, Rabat, Agadir, Marrakech e Fez, em remodelações orçadas em cerca de R$ 2,9 bilhões.
No total, o reino marroquino já gastou mais de 1 bilhão de dólares em estádios (mais de R$ 5 bilhões na conversão), impulsionado pelo crescimento estrutural obtido após a histórica campanha que levou a seleção nacional à semifinal da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Segundo a imprensa espanhola, o entendimento desenhado aponta para a disputa da grande final mantida no reformado Santiago Bernabéu, em Madri, enquanto uma das semifinais da Copa do Mundo aconteceria no inédito Estádio Hassan II.
Para que o acordo seja selado e os marroquinos aceitem ceder o palco da decisão, a costura política prevê dar ao Reino de Marrocos, como uma forma de compensação financeira e esportiva, a oportunidade de sediar de forma exclusiva a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2029.
*Sob supervisão de Marcos Jordão








