Flamengo muda patrocinador no uniforme em meio à proibição das bets e estreia acordo maior que o anterior

Marca histórica reassume espaço no uniforme masculino e feminino

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Hapvida vai trocar de lugar na camisa do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza, CRF)

Hapvida vai trocar de lugar na camisa do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza, CRF)

O reordenamento no mercado de patrocínios do futebol brasileiro ganhou um novo capítulo na virada deste mês de outubro. Apenas uma semana após uma MP que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas em território nacional, a Vibra, empresa responsável pela marca Lubrax, acertou o retorno da bandeira de lubrificantes ao uniforme do Flamengo.

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Segundo informações do ge, o contrato conta com valor mínimo anual de R$ 24,5 milhões. A nova parceria foi assinada em julho e passou a valer oficialmente na quinta-feira (1º). Com a mudança, a Lubrax assume a parte superior das costas no time masculino, fazendo com que a Hapvida passe para a parte interna do número do uniforme, enquanto no futebol feminino a nova patrocinadora estampará a parte inferior das costas ao longo dos três anos de vigência do acordo.

A negociação resgata o patrocínio mais longevo da história do clube e do futebol nacional, iniciado originalmente em abril de 1984, quando a marca pertencia à Petrobras e se tornou o primeiro patrocinador comercial da história rubro-negra, e mantido de forma ininterrupta por 25 anos, até 2009.

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Com a implantação do novo contrato, a diretoria carioca garante uma receita anual superior à do acordo anterior, que rendia R$ 23 milhões.

Entenda a proibição das Bets no Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o “Jogo do Tigrinho”.

A Medida Provisória tem força de lei com validade imediata, o que autorizaria órgãos reguladores a derrubar sites, aplicativos e bloquear transações financeiras. Com isso, os milionários acordos de patrocínio firmados seriam suspensos por se tornarem ilegais de forma automática assim que o texto for publicado no Diário Oficial da União.

O texto da MP pode valer por até 120 dias enquanto aguarda aprovação no Congresso Nacional para não perder a eficácia e fazer retornar a legislação anterior. Diante do cenário de incerteza quanto a um veto total ou parcial, como o fim da publicidade e dos cassinos online, entidades como o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável já confirmaram que acionarão a Justiça contra a proibição.