Fluminense muda patrocinador master do uniforme após proibição das bets

Iniciativa visa adequar os investidores à Medida Provisória nº 1.394/2026 para proteger os aportes financeiros realizados no futebol brasileiro

Compartilhe:

Flu tem nova marca estampada na camisa (Foto: Marina Garcia, Fluminense)

O Fluminense estampará uma nova empresa no espaço voltado para patrocinador máster da camisa a partir do jogo contra o Coritiba, nesta quinta-feira (8). A mudança foi a alternativa encontrada pelo clube para manter a parceria após a entrada em vigor de regras restritivas para casas de apostas no Brasil.

Continua após a publicidade

Veja o último máster dos 20 clubes da Série A, antes das bets

A marca Superscore, pertencente ao mesmo grupo da Superbet, passará a ocupar o local no uniforme tricolor. O São Paulo, que também possui vínculo comercial com o mesmo grupo investidor, adotará exatamente o mesmo procedimento em seu uniforme.

A nova marca estampada consiste em um site gratuito focado em inteligência e estatísticas esportivas em tempo real. De acordo com o clube carioca, a plataforma parceira não veicula nenhum tipo de publicidade, cotações de odds ou sugestões para palpites de apostadores.

Continua após a publicidade

O contrato atual entre Fluminense e a patrocinadora é válido até o final de 2029, podendo atingir o valor de R$ 86 milhões anuais. O montante engloba R$ 53 milhões em valores fixos, R$ 33 milhões em metas por bônus e a ocupação da parte superior traseira do uniforme.

A substituição não altera os moldes do contrato assinado em março deste ano, preservando os pagamentos e prazos acordados entre as partes. A iniciativa visa adequar os investidores à Medida Provisória nº 1.394/2026 para proteger os aportes financeiros realizados no futebol brasileiro.

Entenda o fim das bets no Brasil

A medida foi assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro e proíbe a oferta, exploração, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa. O texto estabeleceu um período de transição para retirada de anúncios, determinando a indisponibilidade de sites e aplicativos das plataformas.

Para garantir validade definitiva na legislação, a norma assinada pelo Poder Executivo ainda necessita de votação e aprovação no Congresso Nacional em até 120 dias. O encerramento definitivo das operações e exibições publicitárias seguiu as diretrizes fixadas no decreto.

Continua após a publicidade

*Sob supervisão de Marcos Jordão