Um importante estádio do futebol brasileiro pode mudar de gestão nos próximos anos por meio de um novo processo licitatório. O espaço esportivo opera atualmente sob contrato de parceria público-privada (PPP) com término antecipado previsto para março de 2028. O fundo de investimento árabe já tem “sinal verde” para se tornar o administrador, e já investiu R$ 220 milhões em um país parceiro do Brasil.
Fotos mostram as obras para novo CT com mini estádio feito pelo fundo arábe
O Grupo City, controlado por investidores dos Emirados Árabes Unidos e gestor do Bahia, planeja assumir a administração da Arena Fonte Nova. O governador Jerônimo Rodrigues já garantiu publicamente respaldo para que a empresa participe da futura concorrência.
A Concessionária Fonte Nova Negócios e Participações assumiu a reconstrução e a operação da praça esportiva em 2010. A readequação do vínculo contratual abriu caminho para a gestão do clube baiano apresentar sua proposta oficial ao término da concessão.
“Eu quero dar o conforto ao Esporte Clube Bahia, ao City, que o que eu puder deixar pronto para que essa negociação seja tranquila, que os investimentos que o City estão fazendo na Bahia tenham o conforto jurídico, padrão financeiro, daquilo que a gente possa fazer pelo esporte da Bahia”, disse o governador da Bahia na época.
O conglomerado internacional comandado por Mansour bin Zayed Al Nahyan projeta novos investimentos de grande porte no estado da Bahia. O CEO Ferran Soriano anunciou um aporte financeiro estimado em R$ 300 milhões destinado à infraestrutura do futebol local.
O planejamento estratégico da corporação inclui a construção de um moderno centro de treinamento equipado com miniestádio e estrutura hoteleira. A iniciativa visa fortalecer a presença da instituição no cenário esportivo brasileiro e expandir suas operações regionais.
Grupo City já investiu uma fortuna na infraestrutura de outro país
A empresa estrangeira controla dez equipes profissionais espalhadas por diferentes continentes do futebol mundial e consolida sua atuação global. Nos últimos cinco anos, os Emirados Árabes Unidos investiram mais de 30 bilhões de libras (cerca de R$ 220 milhões na cotação atual) no Reino Unido.
Os aportes em solo britânico abrangem setores estratégicos como defesa, ciência e tecnologia, além do meio esportivo internacional. A cifra virou debate político após alertas de que eventuais punições ao Manchester City poderiam afetar novos compromissos financeiros.
O comércio britânico teve crescimento nas vendas brasileiras puxado por bens como bebidas, tabaco, carnes e equipamentos industriais. A consolidação do projeto na capital baiana promete transformar a estrutura operacional e comercial do tradicional clube do Nordeste.
*Sob supervisão de Marcos Jordão











