Goleiro ganha na Justiça após processar Corinthians em R$ 10 milhões por rescisão de contrato como lateral

Caso começou em agosto de 2024, na gestão Augusto Melo

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Timão tem dívida bruta total estimada em R$ 2,8 bilhões (Foto: Fernando Bueno, Corinthians, Divulgação)

A Justiça condenou o Corinthians a pagar indenização por danos morais ao atleta Reginaldo Borim pela desistência do clube em contratá-lo, em meio a uma polêmica pelo seu passado como goleiro. Apesar da vitória, a condenação tem valor bem menor do que os R$ 10,5 milhões pleiteados pelo atleta, que teve quase todos os pedidos negados.

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O caso começou em agosto de 2024, na gestão Augusto Melo, quando o Timão assinou contrato com o jovem, que só tinha jogado 33 minutos naquele ano e havia atuado como goleiro em 2023, para ser lateral-esquerdo no time sub-18. O clube desistiu da contratação devido à repercussão negativa.

A condenação em sentença de 1ª instância na Justiça do Trabalho estabeleceu uma indenização de R$ 40 mil. Por considerar que não houve a assinatura do contrato e que a presença nos treinos e no alojamento do Corinthians fazia parte da rotina de testes na base, a juíza negou a declaração de vínculo empregatício, o pagamento de verbas rescisórias e a multa pela rescisão contratual.

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O valor imposto diz respeito a declaração do ex-diretor da base do Corinthians, Claudinei Alves, que, na época da polêmica, disse ao ge que, apesar da boa avaliação de Reginaldo como lateral-esquerdo, hoje com 19 anos, estava sendo pressionado no Conselho Deliberativo e não iria “ficar sofrendo pressão no clube por causa de um atleta”.

*Sob supervisão de Marcos Jordão