A investigação conduzida pela Polícia Civil sobre o esquema de estelionato virtual do “Falso Luís Castro” revelou que os golpes foram muito além do Rio Grande do Sul.
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Segundo informações do ge, o criminoso preso preventivamente nesta quarta-feira (2) na Operação Falso 9 tinha como alvos grandes nomes do futebol brasileiro, incluindo o zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, o atual técnico do São Paulo, Dorival Júnior, e diretores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A blindagem policial a Léo Ortiz e MC Hariel
Diferente das abordagens feitas no Rio Grande do Sul, o golpista adotou uma estratégia personalizada para tentar enganar o zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, e o cantor de funk MC Hariel.
Ao invés de usar a imagem do técnico português Luís Castro, o criminoso criou perfis falsos no WhatsApp se passando por pessoas de extrema confiança e convívio íntimo das duas personalidades.
Ao identificar a movimentação, o delegado alertou o zagueiro do Flamengo e o cantor, que cortaram os contatos antes de efetuar qualquer transferência de dinheiro.
Dorival Júnior e CBF foram outros alvos
As investigações da polícia do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro apontam que o suspeito já vinha atuando em fraudes semelhantes há mais tempo. Há registros oficiais de tentativas de extorsão contra Dorival Júnior, no período em que comandava a Seleção Brasileira, além de investidas contra membros da diretoria da CBF.
Nesses golpes anteriores no Rio de Janeiro, o suspeito clonava a identidade visual e se passava por outros treinadores, como Renato Portaluppi.
Conhecia a linguagem do “boleiro”
Um dos fatores determinantes para o sucesso das abordagens do golpista de 29 anos era o seu histórico de vida. Por ter sido atleta das categorias de base, ele conhecia as gírias do futebol, a linguagem dos vestiários e a rotina dos clubes.
Essa facilidade permitia que ele mantivesse conversas por dias com os atletas profissionais, simulando preocupação com a rotina física e familiar antes de introduzir os pedidos de dinheiro.
No Grêmio, o colombiano José Enamorado acreditou estar conversando com o seu treinador e transferiu R$ 22 mil via Pix sob o pretexto de ajudar um projeto social. Já o zagueiro Walter Kannemann desconfiou ao receber uma ordem do perfil fake para se apresentar mais cedo no Centro de Treinamento, checou com a comissão técnica e acionou a polícia.
O ídolo colorado Andrés D’Alessandro, o lateral Dodi, o meia Tetê e o jogador Isaque (do Shakhtar Donetsk) também foram alvo das abordagens do criminoso.
*Sob supervisão de Marcos Jordão













