O futebol brasileiro está em luto com a perda de um dos nomes mais marcantes e duradouros da história. O ex-atacante Jackson Nascimento, uma das maiores lendas da história do Athletico, morreu nesta quarta-feira (9), aos 102 anos de idade, na residência localizada em Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Veja fotos de Jackson Nascimento, ídolo do Athletico
Segundo relato dos familiares, o óbito ocorreu por volta de 0h30 (horário de Brasília), após o ex-atleta passar os últimos quatro ou cinco dias sem conseguir se alimentar e apresentando fortes dificuldades para engolir.
O corpo do ídolo foi encaminhado para Curitiba para o sepultamento no Cemitério do Água Verde, enquanto a família define se aceitará a oferta do clube para realizar o velório nas dependências da Arena da Baixada.
Nascido em 1924, mesmo ano de fundação do Rubro-Negro, o atacante foi revelado nas categorias de base, estreou no time principal em 1944 e tornou-se o último remanescente vivo do histórico elenco de 1949, responsável por consolidar o apelido de Furacão.
Com uma trajetória quase irrestrita ao time paranaense, a única exceção na carreira ocorreu em 1950, quando aceitou uma proposta irrecusável para defender o Corinthians, equipe onde marcou 35 gols em 57 jogos e sagrou-se campeão paulista em 1951 antes de retornar ao clube de origem.
O ídolo deixou seu nome gravado como o segundo maior artilheiro da história do Athletico ao somar 150 gols em 215 partidas (ficando atrás apenas de Barcímio Sicupira, com 158), além de ostentar o posto de maior goleador do clube no clássico Atletiba, com 15 bolas na rede contra o Coritiba.
No ano do centenário de ambos, em 2024, Jackson recebeu homenagens na Arena da Baixada, tendo seu rosto estampado em bandeirões da torcida e transformado em patch comemorativo nos uniformes dos atletas, além de conceder entrevista ao ge externando a emoção e a saudade que sentia do clube.
O legado esportivo da família permanece vivo através de sua bisneta Gabi, de 14 anos, que atua como atacante na categoria sub-15 do Avaí Kindermann e acumula conquistas internacionais no futebol 7, como a Copa América de base disputada em Montevidéu.
*Sob supervisão de Marcos Jordão






