A Itália cancelou contratação de ex-jogador e segue sem técnico para a Copa de 2030. O próprio treinador confirmou em publicação nas redes sociais que foi comunicado da decisão pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) na noite desse domingo (26), ficando fora dos planos para o comando da seleção.
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Andrea Pirlo reeditou uma mensagem anterior para incluir a confirmação de que não concorre mais ao cargo. A contratação, que estava encaminhada, passou a ser fortemente criticada no país por conta da relação comercial como garoto-propaganda de uma empresa russa de apostas.
A situação gerou questionamentos de políticos locais, já que a Itália é um dos países que fazem oposição ao regime de Vladimir Putin em razão da guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Além do contrato publicitário, pesou contra Pirlo o fato de ser o atual treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos. O clube pertence ao empresário russo Sergey Lomakin, que também possui ligação com a mesma casa de apostas.
Pirlo era o terceiro nome buscado pelos dirigentes Paolo Maldini e Leonardo, que tentaram abrir negociações com Carlo Ancelotti e receberam uma recusa de Pep Guardiola.
Leia o pronunciamento de Pirlo
Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.
Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.
Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.
Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.
Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.
Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.
Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre.
*Sob supervisão de Marcos Jordão








