Jogadores participam de corte de árvores antes da construção de estádio de madeira inédito

Ideia do clube é organizar programas de reflorestamento durante as obras

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Projeto do primeiro estádio circular de madeira do mundo (Foto: Fukushima United FC, Divulgação)

Funcionários e jogadores visitaram a floresta de onde vai vir a madeira para o estádio (Foto: Fukushima United FC, Divulgação)

A construção do primeiro estádio circular de madeira do mundo ganhou novidades nas últimas semanas. Dono do projeto, o Fukushima United FC comunicou a visita de funcionários e jogadores da equipe japonesa em uma serraria local para aprender conceitos das obras da futura casa sustentável, anunciada em agosto do ano passado.

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Estádio de madeira será construído no Japão

Para erguer a estrutura, o clube promete utilizar uma arquitetura sustentável inspirada na tradição japonesa do Shikinen Sengu, um ritual de reconstrução periódica de santuários. A ideia é organizar programas de reflorestamento, educação em marcenaria e construção participativa. A madeira a ser utilizada vem da província de Fukushima, projetada para ser desmontada e reutilizada.

De acordo com o clube, as árvores da floresta de Fukushima serão derrubadas no momento apropriado e transformadas em materiais estruturais e de acabamento para o estádio. Quando estiver pronto, os benefícios econômicos serão reinvestidos na conservação da floresta e na geração de empregos locais.

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A arena, que terá capacidade para 5 mil lugares, ainda não foi iniciada.

“A árvore tinha a mesma idade que eu”

Durante a visita do clube à serraria, uma demonstração de corte de árvores foi feita, na qual os próprios atletas pegaram em foices para o trabalho de manejo florestal. Entre eles, estava o atacante Kazuyoshi Miura, de 59 anos, conhecido como o jogador mais velho do mundo.

— Ver tudo, desde o abate da árvore até a fábrica, tornou tudo mais real. Fiquei simplesmente intrigado e foi uma ótima experiência. O que mais me impressionou foi que a árvore abatida tinha exatamente 60 anos, a mesma idade que eu, e quando pude tocá-la, senti que ainda estava viva, com umidade — disse Kazuyoshi Miura, atacante ex-Santos, Palmeiras e Coritiba.