Aos 40 anos, a empresária de Timbó Joanna Boaventura viveu uma experiência inédita que terminou da melhor forma possível. Ela voltou dos Estados Unidos com uma medalha de bronze no peito após disputar, pela primeira vez, um campeonato mundial de crossfit. Única brasileira da categoria Master a subir ao pódio, ela agora se prepara para um novo desafio, sem abrir mão da rotina dividida entre os treinos, a maternidade e os negócios.
Foram anos de disciplina até chegar ao momento mais importante da carreira. A estreia em uma competição internacional trouxe o frio na barriga esperado, mas também a confirmação de que todo o esforço valeu a pena.
“Foi muito incrível. Eu estava realmente como estreante, então teve momentos em que foi um pouco desafiador lidar com essa adrenalina lá na arena”, conta Joanna. “No último dia de competição eu já estava muito confortável. Foi quando ganhei duas provas e consegui conquistar o pódio.”
A tranquilidade dentro da arena é reflexo de uma rotina intensa. Joanna treina seis vezes por semana, administra a própria empresa e ainda encontra tempo para viver de perto a maternidade. Mãe de Natan, de seis anos, ela diz que o esporte sempre fez parte da vida da família.
“Desde que ele nasceu, e até antes, quando eu estava grávida, sempre mantive essa disciplina nos treinos. Ele cresceu vendo isso e hoje entende, admira e conversa comigo sobre o esporte”, afirma.
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Quem acompanha toda essa trajetória é o marido, Laércio Anacleto, que também é treinador da atleta. Para ele, a conquista vai muito além da medalha.
“A gente sabe de todas as dificuldades para chegar até ali, sejam financeiras, físicas ou psicológicas, por causa do filho, da gestação e do trabalho. Como marido, foi muito emocionante. E tentar separar a emoção para agir como treinador nem sempre é fácil”, relata.
A temporada, no entanto, ainda está longe de terminar. Em setembro, Joanna disputa a final do Torneio CrossFit Brasil (TCB), um dos principais campeonatos nacionais da modalidade, no Guarujá, em São Paulo. Classificada na categoria elite, ela chega à competição depois de terminar a edição passada na sexta colocação e agora mira uma vaga entre as cinco melhores atletas do país.
“Consegui me classificar na elite, que é o nível mais alto. A expectativa é estar entre os destaques do Brasil. Ano passado fiquei em sexto lugar e agora a meta é chegar ao top 5”, diz.
Mais do que colecionar medalhas, Joanna e Laércio acreditam que o maior resultado está dentro de casa. Enquanto os dois treinam, Natan acompanha de perto a rotina dos pais e começa a dar os primeiros passos no esporte, inspirado pelos exemplos que vê todos os dias.
“O que a gente quer é mostrar para ele que existe uma beleza muito grande no esporte e nas conquistas que ele pode trazer. A palavra até convence, mas o exemplo arrasta”, resume Laércio.











