As contas oficiais do atacante Kylian Mbappé no Weibo e no Xiaohongshu foram silenciadas. As plataformas somam cerca de 1 milhão de seguidores e notificaram o jogador por violação das regras vigentes.
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A medida de silenciamento ocorreu em meio a desdobramentos da polêmica envolvendo o atleta no país asiático. O encerramento temporário do acesso aos perfis digitais atinge diretamente a presença oficial do esportista naquelas redes.
Em uma entrevista de Mbappé ao “The Bridge”, o atacante afirmou que o meme que mais o faz rir é um vídeo que coloca seu rosto no corpo de um “ditador chinês”. Mao Tsé-Tung foi líder da revolução comunista chinesa e figura histórica ainda reverenciada oficialmente no país.
A brincadeira gerou uma onda de críticas do povo chinês. Grandes empresas do país também romperam relações com Mbappé, como a Mengniu, maior produtora nacional de laticínios. A Dongpeng, gigante do ramo de bebidas avaliada em 3,08 bilhões de dólares (cerca de R$ 16 bilhões) por dados da Brand Finance, também rompeu o contrato com o craque. As companhias justificaram as decisões com declarações contrárias a manifestações que, na avaliação delas, ofendam os sentimentos nacionais chineses.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, abordou o assunto em coletiva de imprensa. O diplomata declarou que manifestações ofensivas ao povo chinês enfrentam uma oposição inevitável na sociedade do país.
Durante o pronunciamento oficial aos jornalistas presentes, o representante governamental definiu essa reação popular como algo totalmente compreensível. O porta-voz destacou que a rejeição expressada por parte do público perante tais episódios é “natural”.
*Sob supervisão de Marcos Jordão














