O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu nessa quinta-feira (13), aos 33 anos. Ele passou mais de uma década em estado vegetativo após sofrer uma grave lesão cerebral durante um combate em 2015. A notícia da morte foi confirmada pelo pai do atleta, Richard Colón, em uma publicação nas redes sociais.
Veja a luta que ocasionou a lesão cerebral de Prichard Colón
Colón tinha 23 anos e despontava como uma das maiores promessas do boxe ao ostentar um cartel invicto de 16 vitórias, sendo 13 por nocaute.
Sua carreira foi tragicamente interrompida no duelo contra o norte-americano Terrel Williams, quando recebeu diversos golpes proibidos na parte de trás da cabeça e acabou hospitalizado.
No hospital, os exames diagnosticaram um hematoma subdural, exigindo uma cirurgia para reduzir a pressão intracraniana. O ex-lutador permaneceu em coma por mais de sete meses e, ao acordar, passou a viver em estado vegetativo persistente, dependendo de cuidados integrais de sua família.
O episódio chocou o mundo das lutas e gerou intensas cobranças por justiça, mas uma investigação do estado da Virgínia concluiu não haver provas para responsabilizar individualmente o adversário.
Em 2017, a família abriu um processo de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 259 milhões na cotação atual) contra o médico do ringue e os organizadores, ação que não teve veredito público divulgado.
Após a confirmação do falecimento, as principais entidades da modalidade (como a WBO, o WBC e a WBA) emitiram notas públicas de pesar.
O presidente da Organização Mundial de Boxe, Gustavo Olivieri, e dirigentes internacionais prestaram homenagens ao porto-riquenho, exaltando a coragem e o descrevendo como um verdadeiro guerreiro.
*Sob supervisão de Marcos Jordão
