Novo técnico do Corinthians já exigiu linguiça de boi e tentou mudar tradição de clube brasileiro

Clarence Seedorf fez exigências incomuns durante passagem pelo Botafogo

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Seedorf quando jogou no Botafogo (Foto: Vitor Silva, SSPress)

Seedorf quando jogou no Botafogo (Foto: Vitor Silva, SSPress)

O holandês Clarence Seedorf assume o comando técnico do Corinthians com a tarefa imediata de afastar a equipe da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O trabalho marca o retorno do ex-jogador ao futebol do país, onde atuou pelo Botafogo entre os anos de 2012 e 2013, período em que liderou o clube carioca na conquista do Campeonato Carioca e na classificação para a Conmebol Libertadores após 18 anos de ausência.

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Apesar dos bons resultados obtidos dentro de campo durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, a trajetória do ex-meia também ficou marcada por exigências bastante particulares.

Entre os pedidos mais inusitados feitos à diretoria alvinegra, esteve a proposta de alterar o verso “não podes perder/perder para ninguém”, presente no hino oficial do clube, por acreditar que a repetição da palavra “perder” impactava negativamente na mentalidade do elenco.

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As recomendações de Seedorf iam desde restrições alimentares até o comportamento no cotidiano do departamento de futebol. O ex-jogador vetava o consumo de feijão antes de partidas para evitar a sensação de peso nos atletas, sugeria a substituição da linguiça de porco pela de boi nas refeições, orientava os jogadores a evitarem o uso de chinelos no centro de treinamento e pedia que as camisas de jogo fossem entregues em cabides para não amassarem.

Além do rigor com hábitos individuais, o holandês exigia o uso de voos fretados em trajetos longos, a proibição da entrada de dirigentes no vestiário em dias de jogos e a estruturação de uma comissão médica multidisciplinar.

Em 2024, o atacante Henrique Almeida, que atuou com Seedorf no Botafogo, afirmou que acreditava que o holandês voltaria para o Brasil para comandar uma equipe e aplicaria a metodologia europeia no país.

“‘Eu acho que um dia ele ainda vem para cá treinar. Se ele vier, vai pegar um clube, vai fazer um trabalho que vem com metodologia de fora, europeia, cheia de jogo diferente. Acaba que aqui no Brasil, os clubes estão buscando isso, muitos treinadores estrangeiros, estamos abrindo muito mercado para outros treinadores aqui no Brasil”, disse à ESPN na época.