O que é e para que serve o cartão preto, nova regra criada no futebol de base

Criado na Romênia, recurso pode encerrar partidas

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Federação Romena cria cartão preto para combater comportamento abusivo de torcedores (Foto: Reprodução)

Federação Romena cria cartão preto para combater comportamento abusivo de torcedores (Foto: Reprodução)

Implementada pela Federação Romena de Futebol (FRF), a exibição do cartão preto vai começar a sinalizar o encerramento definitivo de um jogo nas categorias de base devido ao comportamento abusivo vindo das arquibancadas. Diferente das advertências amarela e vermelha, a novidade não se destina aos atletas em campo, mas serve como um recurso visual exclusivo para coibir atitudes inadequadas de pais e espectadores em torneios do sub-7 ao sub-16 a partir desta temporada.

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Aprovada pelo Comitê de Emergência da FRF nesta sexta-feira (11), a medida coloca a Romênia como pioneira mundial no uso dessa ferramenta específica contra a violência verbal e física no futebol infantil. O protocolo funciona em três fases: inicialmente, o árbitro paralisa o duelo para que os técnicos conversem com os torcedores; persistindo o abuso, as equipes vão ao vestiário por 10 minutos para uma nova tentativa de alinhamento; se o problema continuar na retomada, a partida é encerrada com a apresentação do cartão preto.

A sanção abrange agressões, ofensas verbais, empurrões, contestação sistemática contra a arbitragem e bullying direcionados a crianças, treinadores, oficiais e outros torcedores. As informações são do ge.

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A novidade complementa as mudanças disciplinares adotadas em 2024, que já previam suspensões de licença e multas financeiras entre 2 mil e 4 mil euros. Todas as 130 academias credenciadas pela entidade já receberam guias informativos sobre as diretrizes operacionais do novo regulamento.

O projeto integra uma estratégia ampla da federação romena para construir um ambiente seguro e livre de pressões externas no esporte de base. A instituição já promove ações como o “Silent Day”, realizado duas vezes ao ano nas divisões sub-13 e sub-14, evento em que pais e treinadores são proibidos de se manifestar na lateral do gramado, permitindo que os jovens atletas atuem com maior liberdade e autonomia.

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