O que explica a morte de quatro jogadores profissionais no Equador em 2025

Relatório preliminar da liga equatoriana detectou manipulações em partidas

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Pineida durante treino do Fluminense (Foto: Mailson Santana, Fluminense FC)

Pineida durante treino do Fluminense (Foto: Mailson Santana, Fluminense FC)

O lateral-esquerdo equatoriano Mario Pineida, de 33 anos, que atuava no Barcelona de Guayaquil, foi assassinado na quarta-feira (17), em Guayaquil, no Equador. A morte é a quarta registrada de um jogador profissional no país em 2025. As informações são do jornal OGlobo.

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Mario Pineida morreu poucas horas depois de o presidente do time equatoriano, Antonio Álvarez, revelar que o jogador havia pedido proteção especial, alegando estar recebendo ameaças de morte. Segundo um jornal local, a polícia informou que Pineida foi baleado em frente a um açougue no bairro de Sanales, e que a esposa do jogador também foi morta no atentado. A mãe do atleta, que estava com o casal, ficou ferida.

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No Brasil, Pineida jogou no Fluminense em 2022, por empréstimo, e foi campeão carioca naquela temporada. O Tricolor carioca lamentou, nas redes sociais, o falecimento do jogador.

Quarta morte de um jogador equatoriano em 2025

Em setembro de 2025, o meio-campista Jonathan González, de 31 anos, foi morto em casa por homens em motocicletas, na fronteira com a Colômbia. Ele teria sido assassinado após se recusar a manipular uma partida.

Além dele, Maicol Valencia e Leandro Yépez , jogadores do Exapromo Costa, time da Segunda Divisão equatoriana, foram assassinados no mesmo mês. Mario Pineida é o quarto jogador profissional a ser morto no país no ano.

Em setembro, a ONU, através do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), emitiu um relatório que alerta sobre a intromissão do crime organizado no futebol e em outros esportes usados para lavar dinheiro e movimentar lucros na América do Sul.

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Além disso, um relatório preliminar da liga equatoriana detectou manipulações em pelo menos cinco jogos da segunda divisão este ano. Uma das equipes envolvidas é o Chacaritas, ex-clube de Yépez em 2019 e no qual um dirigente declarou que lhe ofereceram 20 mil dólares (quase R$ 107 mil) para perder uma partida.

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