Palmeiras encontra solução para não perder titular com nova regra de estrangeiros da CBF

Clubes aprovaram redução gradual de estrangeiros à partir de 2027

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Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Leila Pereira, presidente do Palmeiras (Foto: Cesar Greco, Palmeiras, by Canon)

Os clubes das Séries A e B aprovaram nessa segunda-feira (21) a redução do limite de jogadores estrangeiros por jogo a partir de 2027. Um dos times que votou a favor da mudança foi o Palmeiras, que já encontrou uma solução interna imediata para não comprometer uma peça importante do elenco profissional.

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Após ter concluído a naturalização para defender a seleção do Paraguai na Copa do Mundo 2026, a inscrição do meia titular Maurício virou um forte questionamento entre os torcedores do Palmeiras. Por ter dupla cidadania e ser brasileiro nato, o Palmeiras não perderá uma vaga no teto de estrangeiros.

Nascido em São Paulo e filho de pai paraguaio, o atleta de 24 anos obteve a cidadania do país vizinho por ascendência direta, permanecendo com os direitos normais de um jogador local nas competições domésticas. Essa brecha jurídica favorece diretamente o planejamento alviverde, que já possui sete gringos no plantel e evita o desgaste prematuro de suas fichas de relacionados.

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Entenda a nova regra da CBF

A nova diretriz da confederação prevê cortar a cota atual de nove relacionados para oito em 2027, até fixar o teto final em cinco atletas em 2030, visando abrir mais espaço para jovens formados nas categorias de base.

A proposta aprovada em assembleia teve o objetivo de promover uma transição gradual no futebol nacional, recebendo oposição apenas das diretorias de Bahia e Flamengo durante a votação.

Apto para disputar a Copa do Mundo ao lado dos companheiros Gustavo Gómez e Ramón Sosa na seleção paraguaia, o meio-campista seguirá atuando no futebol brasileiro sem restrições contratuais ou regulamentares. O modelo progressivo adotado pela entidade busca justamente proteger os clubes que já possuem compromissos de longo prazo com atletas internacionais.

*Sob supervisão de Marcos Jordão