Palmeiras marca reunião para definir futuro do patrocínio máster após fim das bets no Brasil

Encontro ocorre após medida do Governo Federal afetar a operação de bets e colocar em risco o contrato até 2027

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Leila Pereira é a presidente do Palmeiras (Foto: Cesar Greco, SEP)

Leila Pereira é a presidente do Palmeiras (Foto: Cesar Greco, SEP)

A alta cúpula do Palmeiras terá uma reunião decisiva nesta quinta-feira (1º) para tratar do futuro do patrocínio máster da equipe. O encontro acontece após a publicação de uma Medida Provisória pelo Governo Federal que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil, situação que colocou em risco o atual contrato válido até dezembro de 2027.

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O CEO da SportingBet na América Latina, Antonio Forjaz, revelou que a empresa busca alternativas jurídicas e operacionais para preservar a parceria, e por isso vai conversar com a diretoria do Palmeiras nesta quinta.

“Temos reunião regulares com o Palmeiras. Teremos uma importante amanhã (1° de outubro). Nosso compromisso continua. Queremos encontrar alguma forma para mantermos a parceria, mas logicamente que a gente precisa poder operar no Brasil para poder manter esse patrocínio, pois nesse momento esse patrocínio para nós não existe”, declarou em entrevista ao UOL.

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Assinado para estampar a área nobre do uniforme alviverde e deter os naming rights da Palmeiras TV, o acordo prevê um pagamento fixo de R$ 100 milhões por temporada, além de R$ 70 milhões atrelados a metas contratuais, com cláusula de renovação automática até 2028. Diante do novo cenário regulatório, a vigência das cláusulas operacionais e financeiras do contrato encontra-se momentaneamente suspensa.

Entenda a proibição das Bets no Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nessa sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o “Jogo do Tigrinho”.

A Medida Provisória tem força de lei com validade imediata, o que autorizaria órgãos reguladores a derrubar sites, aplicativos e bloquear transações financeiras. Com isso, os milionários acordos de patrocínio firmados seriam suspensos por se tornarem ilegais de forma automática assim que o texto for publicado no Diário Oficial da União.

O texto da MP pode valer por até 120 dias enquanto aguarda aprovação no Congresso Nacional para não perder a eficácia e fazer retornar a legislação anterior. Diante do cenário de incerteza quanto a um veto total ou parcial, como o fim da publicidade e dos cassinos online, entidades como o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável já confirmaram que acionarão a Justiça contra a proibição.