Pelé deixou fortuna de até R$ 80 milhões, mas herdeiros seguem sem receber quase quatro anos após sua morte

Patrimônio depende da quitação de dívidas antes da divisão entre os beneficiários

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Pelé morreu aos 82 anos em dezembro de 2022 (Foto: Fotopersbureau De Boer, Wikimedia Commons)

Pelé morreu aos 82 anos em dezembro de 2022 (Foto: Fotopersbureau De Boer, Wikimedia Commons)

O processo de partilha dos bens de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que morreu aos 82 anos em 29 de dezembro de 2022, segue em andamento na Justiça sem que os beneficiários tenham recebido suas cotas. Quase três anos após a morte do Rei do Futebol, imóveis como casas, flats e salas comerciais estão sendo colocados à venda para quitar débitos pendentes com credores e instituições financeiras.

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Fotos mostram como está a luxuosa mansão de Pelé abandonada

A estimativa da coluna Entretê, do portal Terra, aponta que o patrimônio total do ex-jogador do Santos e Seleção Brasileira esteja avaliado entre R$ 50 milhões e R$ 80 milhões, montante que ainda aguarda validação oficial nos autos do inventário.

Somente após a quitação de todas as pendências financeiras é que o valor líquido remanescente será efetivamente distribuído entre os familiares contemplados no planejamento sucessório.

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Pelo testamento, a viúva Márcia Aoki tem direito a 30% da herança, percentual que envolve a residência onde vivia com o ex-jogador no Guarujá, no litoral paulista. Os 70% restantes serão divididos entre os sete filhos biológicos de Pelé e a enteada Gemima Lemos Macmahon, que teve a paternidade socioafetiva reconhecida pela Justiça e conquistou o direito de integrar a partilha.

Entre os herdeiros diretos estão Edinho, Kely, Jennifer, Flávia, Joshua e Celeste. A divisão inclui também a parcela destinada à memória de Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto, falecida em 2006. A cota que caberia a ela será dividida entre seus dois filhos, Octavio e Gabriel, que figuram no processo como representantes legais da mãe na sucessão familiar.