O presidente da Fifa Gianni Infantino se posicionou nesta segunda-feira (21) em relação a mais um caso de racismo no futebol europeu. Desta vez, a vítima foi uma jogadora da seleção da Inglaterra, semifinalista da Eurocopa Feminina. O caso veio à tona neste domingo, após relatos dos ataques sofridos por Jess Carter, que também denunciou o caso publicamente.
– Desde o início do torneio, sofri muitos abusos raciais. Embora eu ache que too torcedor tenha direito à sua opinião sobre desempenho e resultado, não concordo e não acho aceitável atacar a aparência ou a raça de alguém – afirmou em uma nota publicada no seu Instagram.
Por isso, Jess afirmou que se afastará das redes sociais por um tempo para se proteger. A seleção inglesa investiga os autores dos ataques e promete levar o caso às autoridades. Atletas também se manifestaram em apoio à Jess, entre elas a suíça Alisha Lehmann, a jogadora de futebol mais seguida do mundo.
Infantino sobe o tom sobre caso de racismo
Após a repercussão das denúncias, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, também se manifestou sobre o caso de racismo na Eurocopa.
– Estou profundamente triste com o abuso online direcionado à inglesa Jess Carter durante o atual torneio da Euro Feminina. Não há lugar para racismo no futebol ou na sociedade. Estamos com Jess. Estamos com cada jogadora e cada indivíduo que sofreu abuso racista. Nenhuma jogadora deve ser discriminada de forma alguma; elas devem ter a liberdade de dar o seu melhor em campo – afirmou o mandatário.
A Inglaterra e Jess volta a campo nesta quarta-feira, pela semifinal da Eurocopa Feminina. O “English Team” encara a Itália, às 16h (de Brasília). Na outra semifinal, Alemanha e Espanha duelam na quinta-feira, no mesmo horário.
