Primeira atleta trans nas Paralimpíadas fala sobre expectativas para Paris 2024

Valentina Petrillo vai competir na categoria feminina nas provas T12 de 100 metros e 400 metros em Paris 2024.

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Primeira atleta trans nas Paralimpíadas fala sobre expectativas para Paris 2024 (Foto: Marco Mantovan, FISPES)

A velocista Valentina Petrillo será a primeira atleta trans a disputar as Paralimpíadas (Foto: Marco Mantovan, FISPES)

A velocista italiana Valentina Petrillo será a primeira atleta trans a competir nas Paralimpíadas na história dos Jogos. Em entrevista ao jornal espanhol Relevo, ela falou sobre suas expectativas para as provas T12 de 100 metros e 400 metros, no atletismo em Paris 2024.

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— Sinceramente, mal posso esperar para estar em Paris e correr naquela linda pista roxa e na frente de toda aquela multidão entusiasmada. Acho que haverá muito mais amor por mim do que posso imaginar — disse a velocista em entrevista ao Relevo.

Nascida em Nápoles, a atleta de 50 anos foi diagnosticada com síndrome de Stargardt aos 14, o que lhe causou deficiência visual. Em 2018, ela iniciou sua transição de gênero já como atleta, e se tornou a primeira mulher trans a participar da categoria feminina do Campeonato Italiano de Atletismo Paraolímpico em 2020.

Recentemente, no Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo de Paris 2023, Valentina Petrillo foi o centro de uma polêmica. Na semifinal, a atleta trans terminou à frente da espanhola Melani Bergés, que acabou não se classificando diretamente para as Paralimpíadas na ocasião.

Isso acendeu uma discussão entre os torcedores, que defenderam a espanhola e criticaram a World Para Athletics, que não toma as mesmas medidas que a World Athletics, que não permite a participação de atletas mulheres trans que viveram a puberdade como homens nas categorias femininas.

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— Aprendi a me desapegar daquilo que não consigo controlar. Agora estou psicologicamente mais forte do que era há algum tempo e isso também se deve ao apoio da minha psicóloga . As pessoas sempre criticam, por qualquer motivo, e é por isso que no meu caso é ainda mais provável deixá-los fazer isso — disse.

Veja também: imagens dos uniformes do Brasil para as Paralimpíadas de Paris 2024

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*Lia Capella é estagiária sob a supervisão de Diogo Maçaneiro

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