O diretor geral do Flamengo, Paulo Dutra, apontou a compra de Lucas Paquetá como uma das principais causas do rombo financeiro. O clube alterou a previsão orçamentária de superávit de R$ 180 milhões para um déficit de R$ 40 milhões.
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O ajuste nas contas aprovado pelo Conselho de Administração totalizou uma diferença negativa de R$ 220 milhões na projeção. O dirigente justificou o resultado pelas despesas elevadas e pelos recentes insucessos esportivos acumulados na temporada.
A aquisição do meia teve custo total de R$ 315 milhões e pesou diretamente no orçamento recalculado pelo departamento financeiro. Além dessa transferência, a frustração com incentivos fiscais esperados ajudou a inflar o débito da atual gestão.
O diretor também citou os R$ 60 milhões perdidos com o cancelamento da venda do atacante Plata ao Dínamo de Moscou. A expectativa não concretizada de R$ 55 milhões com “naming rights” do Maracanã foi outro fator determinante.
A troca de comando técnico gerou gastos adicionais relevantes com as saídas e chegadas recentes na estrutura do futebol profissional. As finanças sentiram o impacto financeiro do desligamento de Filipe Luís e da contratação do treinador Leonardo Jardim.
A reunião na Gávea teve momentos de tensão com discursos e participação presencial do ex-presidente Rodolfo Landim. A readequação orçamentária recebeu aprovação final da maioria dos conselheiros com 48 votos favoráveis e seis contrários.
*Sob supervisão de Vini Tóffoli




















