Saiba o motivo que impediu o retorno de Everton Cebolinha ao Grêmio

Livre no mercado, atacante priorizava o regresso a Porto Alegre e chegou a negociar com a diretoria, mas reunião decisiva mudou o rumo do acerto

Compartilhe:

Everton Cebolinha esteve próximo de retornar ao Grêmio após deixar o Flamengo, mas desfecho de reuniões impediu o acordo. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio, Reprodução)

O atacante Everton Cebolinha, de 29 anos, esteve muito perto de vestir novamente a camisa do Grêmio nesta temporada. Após decidir não renovar seu contrato com o Flamengo, o jogador colocou um retorno a Porto Alegre como prioridade absoluta devido à sua forte identificação com a torcida e abriu conversas diretas com a diretoria tricolor.

Continua após a publicidade

Brasileiros que você não sabia que mudaram de clube nesta janela

Apesar da expectativa criada entre os torcedores e das tratativas avançadas para selar o regresso do ídolo, a transferência acabou não acontecendo. Pouco tempo após o encerramento das conversas com o clube gaúcho, o atacante acabou acertando um contrato válido por quatro meses com o Santos.

O verdadeiro motivo do fracasso na negociação para a volta de Everton Cebolinha para o Grêmio

Os detalhes de bastidores sobre a tentativa de repatriar o atacante foram revelados pelo jornalista Jeremias Werneck em seu canal no YouTube. A cronologia das reuniões indica que a primeira investida formal ocorreu em um sábado, quando o chefe de scout do clube, Carlos Silva, se reuniu com os agentes do atleta.

Continua após a publicidade

Naquele primeiro momento, a proposta inicial apresentada pelo Grêmio foi de um salário entre R$ 800 mil e R$ 900 mil mensais. Diante da recusa imediata dos representantes por considerarem o valor abaixo do esperado, a diretoria tricolor fez um esforço financeiro e subiu a oferta para R$ 1,1 milhão por mês.

Em resposta, Cebolinha apresentou uma contraproposta solicitando R$ 1,2 milhão mensais no restante desta temporada e R$ 1,3 milhão a partir de 2027. O Grêmio aceitou esticar a corda e concordou com esses patamares salariais pedindo compressão na folha.

Mesmo com o entendimento em relação aos salários do atleta, a negociação travou devido a exigências paralelas, gerando duas versões conflitantes para o fim do negócio.

Versão do Grêmio

A cúpula gremista afirma que o acerto não deu certo porque o empresário do jogador exigiu R$ 3 milhões em comissão, além de 10% sobre a quantia total do contrato (com validade até o fim de 2028), valores que o clube declarou não ter condições de assumir.

Continua após a publicidade

Versão do estafe do jogador

Os representantes de Cebolinha dizem que o entrave ocorreu porque o Grêmio se recusou em pagar R$ 5 milhões em luvas (prêmio por assinatura), exigidas pelo fato de o atleta estar livre no mercado.

Acerto relâmpago com o Santos

Sem um consenso com o clube gaúcho, os agentes do jogador fecharam a ida de Cebolinha para o Santos. No clube paulista, o atacante assinou um contrato até o fim do ano — que pode estender por mais duas temporadas — recebendo 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,92 milhões na cotação atual) divididos ao longo dos quatro meses de vínculo.

Continua após a publicidade

*Sob supervisão de Marcos Jordão