Tradicional clube de SP é condenado por dívida trabalhista de R$ 2,8 milhões com equipe de games

Levantamento realizado nos Tribunais Regionais do Trabalho identificou a existência de 30 ações judiciais movidas contra a empresa gestora e o clube paulista

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Clube recebeu condenação na Justiça pelo pagamento (Foto: Gustavo Vasco, SCCP | Divulgação, Amazon)

Clube recebeu condenação na Justiça pelo pagamento (Foto: Gustavo Vasco, SCCP | Divulgação, Amazon)

Um tradicional clube do futebol brasileiro enfrenta sérios problemas na Justiça do Trabalho por pendências em antiga modalidade. A instituição vem sofrendo condenações judiciais resultantes de irregularidades cometidas no encerramento da estrutura competitiva de jogos virtuais, em uma dívida que soma R$ 2,8 milhões.

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Seis clubes tradicionais que já tiveram a falência decretada por dívida

De acordo com apuração do ge, as ações trabalhistas atingem diretamente o Corinthians, que responde subsidiariamente por débitos decorrentes da antiga divisão de esportes eletrônicos. Embora o setor tenha sido licenciado para a empresa CDS, os valores cobrados em múltiplos processos ultrapassam o montante de R$ 2,8 milhões.

Um levantamento realizado nos Tribunais Regionais do Trabalho identificou a existência de 30 ações judiciais movidas contra a empresa gestora e o clube paulista. Sete desses processos já resultaram em condenações em 1ª instância e outros seis tiveram a sentença confirmada em 2ª instância.

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Outras 17 ações abertas nos tribunais seguem tramitando sem que tenha ocorrido qualquer pronunciamento oficial ou sentença até o momento. Nas 13 causas que já possuem decisões proferidas pela Justiça, a agremiação acabou sendo responsabilizada conjuntamente com a empresa em dez oportunidades.

O entendimento de diferentes magistrados aponta que a instituição esportiva se beneficiou diretamente do trabalho prestado pelos atletas de games. Mesmo sem vínculo formal direto, o uso da imagem e da estrutura do clube fundamenta a responsabilização subsidiária pelas obrigações descumpridas.

O advogado Helio Tadeu Brogna Coelho ressaltou que os profissionais prestavam serviços inseridos no projeto e na marca da agremiação alvinegra. Por conta disso, a jurisprudência dominante nos tribunais estabelece que a instituição responda pelos direitos trabalhistas não quitados pela contratada.

Em nota oficial divulgada sobre o caso, a diretoria informou que já cobrou formalmente o valor de R$ 439,7 mil da empresa CDS. O comunicado reforça que as decisões judiciais não anulam a responsabilidade da gestora e garantem o direito do clube de exigir o ressarcimento.

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O texto assinala ainda que o clube considera grave ver sua credibilidade associada aos impactos de uma gestão financeira delegada a terceiros. A cúpula alvinegra argumenta que toda a administração trabalhista do departamento havia sido transferida expressamente à parceira contratada.

*Sob supervisão de Marcos Jordão