Única brasileira com cinturão do UFC, Mackenzie Dern rebate Ian Garry sobre pauta feminina: “Podemos ser independentes, mas gosto do homem assumindo a liderança”

Dois lutadores disputam títulos mundiais e representam o Brasil neste sábado (15), no UFC 330

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Mackenzie Dern defenderá o título mundial do UFC neste sábado (Foto: Divulgação, UFC | Instagram, Reprodução)

Mackenzie Dern defenderá o título mundial do UFC neste sábado (Foto: Divulgação, UFC | Instagram, Reprodução)

Campeã peso-palha e única brasileira a ostentar um cinturão do UFC na atualidade, Mackenzie Dern entra em ação na luta coprincipal do UFC 330 neste sábado (15), na Filadélfia. A atleta coloca o título até 52,2 quilos em jogo pela primeira vez contra a canadense Gillian Robertson, mas virou assunto antes do evento ao rebate declarações do irlandês “brasileiro” Ian Machado Garry sobre pautas femininas e o papel dos homens.

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Veja fotos de Mackenzie Dern, única brasileira dona de cinturão no UFC

Garry, que fará a luta principal da noite contra Islam Makhachev, gerou repercussão recente ao declarar que o mundo seria melhor governado por mulheres e que possui um “lado feminino” aflorado. O posicionamento do lutador dividiu opiniões no meio das lutas e virou pauta constante nas coletivas de imprensa da semana do card.

Durante o media day, Mackenzie Dern externou uma visão oposta à do colega sobre o papel masculino nas relações. A lutadora destacou que as mulheres podem ser independentes, mas enfatizou que gosta de ver o homem assumindo a liderança.

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“Isso é muito complicado. Eu venho de uma criação um pouco mais tradicional. Obviamente, as mulheres da minha família são muito fortes, independentes e elas me ensinaram a ser uma mulher forte. Mas não sei. Gosto do cara protegendo, liderando, fazendo essas coisas.

Gosto de relaxar, mas se eu precisar entrar na guerra com ele, irei. Mas sim, sou mãe e faço coisas do tipo. Então, acho muito bom que as mulheres sejam fortes. Não dependemos dos caras. Podemos ser independentes, mas gosto do homem assumindo a liderança”, disse.

Conheça a história de Mackenzie Dern

A relação de Mackenzie com o Brasil vai além das raízes familiares e da escolha pela bandeira verde e amarela nas lutas.

Assumidamente torcedora do Flamengo, a lutadora ressaltou que se tornou torcedora através do pai brasileiro, e que sua filha Moa também é fanática pelo clube. As duas costumam ir ao estádio e publicam fotos vestindo a camisa rubro-negra.

Dern conquistou o posto vago da divisão, em outubro de 2025, ao superar a brasileira Virna Jandiroba em uma grande atuação. No MMA profissional, ela ostenta um retrospecto de 16 vitórias em 21 lutas, somando 11 triunfos em 16 aparições dentro da organização.

O grande trunfo da brasileira na modalidade é o jiu-jítsu refinado e agressivo. Das 16 vitórias no cartel, oito foram conquistadas pela via rápida, e todas elas por meio de finalizações no solo.

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A transição vitoriosa para o MMA foi construída sobre uma base histórica nos tatames. Filha da lenda do jiu-jítsu Wellington “Megaton” Dias, Mackenzie cresceu viajando entre o Arizona e o Brasil, processo que fez do português a língua principal no dia a dia.

A atleta estabeleceu ainda uma marca inédita na história do esporte ao se tornar a única mulher a conquistar medalhas na faixa-preta nos cinco principais campeonatos da IBJJF, incluindo Mundiais, Europeus e Pan-Americanos.

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Conheça Ian Machado Garry, irlandês “brasileiro” que pode trazer cinturão inédito para o Brasil

Ian Machado Garry desafia o campeão defendendo um histórico de 17 vitórias em 18 lutas no MMA profissional e uma conexão raríssima com a torcida verde-amarela.

O irlandês de 28 anos ganhou a alcunha de “meio brasileiro” por ser casado com a jornalista brasileira Layla Anna-Lee, adotar oficialmente o sobrenome “Machado” e ter um filho nascido dessa união familiar — Leandro.

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Veja fotos de Ian Machado Garry

Garry fala português fluentemente, realiza seus treinamentos de alto rendimento na renomada academia Chute Boxe Diego Lima, em São Paulo, e adotou o Brasil como sua segunda pátria esportiva.

“Nascido e criado em Dublin, Irlanda, sempre representarei com orgulho a Irlanda. O Brasil me acolheu de braços abertos. O apoio que vocês me deram é incrível. Tenho orgulho de também representar meu segundo lar. Brasil, eu vou trazer esse cinturão para vocês; Irlanda, trarei o cinturão para casa também – Eu consigo tudo! Eu não quero só o CPF. Eu quero o passaporte. Uma casa na Bahia. Uma casa em Belo Horizonte. Eu amo Brazil!”, escreveu.

Na última apresentação, quando superou o ex-campeão Belal Muhammad por decisão, o europeu subiu ao octógono carregando a bandeira do Brasil amarrada em forma de faixa na testa para homenagear o país.

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O confronto coloca frente a frente o desafiante número um da divisão e o campeão linear, Islam Makhachev, que coloca o título mundial em jogo. A superluta encabeçará o card do UFC 330, neste sábado (15), na Xfinity Mobile Arena, na Philadelphia, nos Estados Unidos.

*Sob supervisão de Marcos Jordão