Uso de áudio falso do VAR marca julgamento que determinou suspensão de Victor Gabriel, do Internacional, até a volta de Gabriel Pec

Defensor foi julgado nesta terça-feira por lance de falta na derrota do Colorado para a Raposa

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Falta de Victor Gabriel em Gabriel Pec (Foto: TV Globo, Reprodução)

O julgamento do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, ficou marcado pelo uso de um áudio falso do VAR por parte da defesa do Colorado. Além disso, o defensor foi punido até que Gabriel Pec, do Cruzeiro, volte aos treinamentos, com o prazo de 180 dias. No entanto, a decisão ainda cabe recurso.

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A suspensão foi definida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na manhã desta terça-feira (28), após a falta que provocou uma fratura na perna esquerda no atacante Gabriel Pec, durante a derrota do Inter para a Raposa por 2 a 1, em 22 de julho.

Segundo informações do ge, Victor Gabriel foi julgado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta e prevê pena de suspensão de uma a seis partidas. Porém, a Procuradoria do STJD fez a denúncia com um agravante, prevista no parágrafo 3º do mesmo artigo.

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— Na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitado o prazo máximo de 180 dias —destaca.

Inter usa áudio falso do VAR em julgamento de Victor Gabriel por falta em Gabriel Pec

O departamento jurídico do Inter utilizou um áudio falso da cabine do VAR durante a defesa do zagueiro Victor Gabriel pela falta em Gabriel Pec. O advogado Rogério Pastl, representante do Colorado, exibiu uma série de provas, incluindo um áudio apresentado como sendo da comunicação entre a cabine do VAR e o árbitro da partida.

Segundo informações do ge, o material não é autêntico e trata-se de uma paródia do áudio do VAR criada e publicada por uma página nas redes sociais. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que Inter e Cruzeiro não solicitaram os áudios do VAR. A reportagem do ge entrou em contato com o Inter e aguarda a manifestação.

Ainda de acordo com o ge, a auditora Aline Gonçalves foi a pessoa que questionou a veracidade da prova utilizada. Em seguida, o advogado do Inter, Rogério Pastl, informou que entende que seria verídico, mas precisaria checar.

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— A informação do pessoal que colheu essa prova dentro do escritório é que seria, sim, o áudio do VAR, mas eu não tenho como lhe dar a fonte agora, nesse momento, a não ser que eu pare aqui e vá ver a origem desses áudios — complementa.

Dessa forma, os auditores discutiram a possibilidade de adiar o julgamento para verificar a veracidade do áudio, que também foi usado como prova pelo jurídico. No entanto, como o resultado já estava praticamente definido, o julgamento prosseguiu. No fim, o advogado do Colorado afirmou que não se tratava de má-fé.

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—  Queria fazer uma retificação. Não se trata de uma prova falsa. Eventualmente pode ter acontecido alguma inadvertência, alguma falta de checagem. Mas em nenhum momento houve algum dolo ou má-fé por parte do Internacional ou da defesa —