Chamado pelo prefeito Topázio Neto (Podemos) de “Central Park de Floripa”, o Parque da Luz, no Centro de Florianópolis, está prestes a passar por uma revitalização de R$ 2,6 milhões. Mas muito antes de se tornar um dos principais espaços de lazer da Capital, a área viveu outro capítulo na história da cidade: o terreno já abrigou um antigo cemitério. Lendas dizem que, antes disso, o local era utilizado como área de sepultamento por povos indígenas.
Localizado em frente à Ponte Hercílio Luz, o parque ocupa uma área de mais de 37 mil metros quadrados. Entre 1840 e 1925, o espaço funcionou como o primeiro cemitério público da então Desterro. Na época, a região ficava distante do núcleo urbano, característica considerada ideal para esse tipo de instalação.
Com a construção da Ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926, o crescimento da cidade fez com que a área deixasse de ser considerada apropriada para um cemitério. Os sepultamentos foram transferidos para o bairro Itacorubi e o terreno permaneceu abandonado durante décadas.
Foi apenas nos anos 1990 que moradores da região passaram a defender a transformação do espaço em uma área verde. Em 1998, o Parque da Luz foi oficialmente criado por lei municipal como Área Verde de Lazer (AVL), resultado da mobilização da Associação dos Amigos do Parque da Luz.
Desde então, o local se consolidou como ponto de encontro para moradores e turistas, recebendo eventos culturais, apresentações musicais, piqueniques e atividades ao ar livre. A reabertura da Ponte Hercílio Luz, em 2019, ampliou ainda mais sua importância turística.
Veja fotos que mostram a história do Parque da Luz
Revitalização do Parque da Luz
Agora, o parque passará por uma nova fase. O projeto de revitalização prevê melhorias na acessibilidade, novos acessos, playground com brinquedos inclusivos, bicicletário, áreas para esportes, mobiliário urbano e nova iluminação pública.
As obras, desenvolvidas em parceria entre a Prefeitura de Florianópolis, a Dimas Construções e a Associação dos Amigos do Parque da Luz, devem ser concluídas até o fim deste ano, sem necessidade de fechamento do espaço ao público.

















