Com as adversidades climáticas causadas pelo fenômeno El Niño em diversos estados de Santa Catarina, o Porto de Itajaí, que é diretamente afetado pelas mudanças bruscas no tempo e nas condições do Rio Itajaí-Açu, que modificam as condições de navegabilidade, vai passar a contar com um sistema de monitoramento em tempo real estimado em mais de R$ 4 milhões para acompanhar o canal portuário.
A contratação emergencial foi publicada no Diário Oficial da União nessa segunda-feira (14) e prevê o acompanhamento 24 horas por dia de fatores como correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva. Os dados deverão auxiliar nas decisões sobre as condições de acesso e nas manobras dos navios que chegam e saem do complexo.
Segundo a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), o sistema terá quatro estações físicas e dois pontos de modelagem numérica, cobrindo cerca de 9,3 quilômetros do acesso aquaviário ao complexo, desde a região externa até as bacias de evolução e os berços
Sistema de monitoramento irá acompanhar as condições de navegabilidade no canal
A expectativa é de que as informações captadas pelo sistema auxiliem a Autoridade Portuária a avaliar as condições do canal antes e durante as operações, dando mais segurança para decisões relacionadas ao acesso e às manobras dos navios. Os dados também devem permitir uma resposta mais rápida diante de mudanças nas condições do Rio Itajaí-Açu.
Segundo a SPI, a contratação emergencial foi necessária diante das condições previstas para a região durante o El Niño. Conforme a documentação técnica, o fenômeno pode agravar o assoreamento e aumentar a variabilidade hidrodinâmica do estuário, tornando as condições de navegação mais imprevisíveis.
O contrato terá duração máxima de 180 dias e foi firmado por R$ 4,48 milhões com a empresa UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia Ltda. Durante o período vigente, o sistema deverá permanecer em funcionamento permanente, permitindo que as condições do canal sejam acompanhadas de forma contínua.
A medida busca ampliar a segurança e a previsibilidade das operações no Porto de Itajaí em um período de maior instabilidade climática. Com dados em tempo real sobre o rio e as condições meteorológicas, o objetivo é melhorar a capacidade de antecipar riscos e tomar decisões sobre a navegação.































