Com os trabalhos avançando em ritmo acelerado, a obra de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes, já está 98% concluída e deve ser liberada para a população ainda nessa semana. As equipes trabalham na retirada da tubulação que permanece na faixa de areia, com a expectativa de que a praia seja reaberta já nesta terça-feira (11), após uma avaliação do Corpo de Bombeiros.
De acordo com a gestão municipal, a obra já está em reta final. Agora, a praia que quase “sumiu” do mapa por não contar com faixa de areia em diversos trechos, exibe uma extensão de aproximadamente 70 metros, o que deve fomentar o turismo e também a economia local.
O projeto, que possui um investimento público de R$ 31,5 milhões, iniciou a etapa de dragagem no dia 20 de julho, com a draga de origem chinesa Galileo Galilei. Ao longo dos trabalhos, a embarcação avançou por cerca de 2,3 quilômetros da orla, onde a faixa de areia apresentava os maiores problemas de erosão.

No entanto, até a praia ser formalmente liberada após a inspeção dos bombeiros, o local segue interditado para os moradores. Não é permitido circular ou permanecer na praia até que o processo seja concluído e a área passe por avaliação, medida que é necessária para garantir a segurança da população e evitar acidentes.
Faixa de areia pode apresentar desníveis nos primeiros dias
A Prefeitura de Navegantes informa que é comum que durante a execução da obra e também nos primeiros dias após o término do bombeamento, é comum a formação de desníveis temporários na areia provocados pela ação do mar, especialmente após ressacas, marés altas e tempestades.
A presença das chamadas escarpas, é esperada em intervenções como a da Praia do Gravatá e passam por ajustes realizados pelas equipes técnicas, que trabalham para suavizar o terreno até que a praia recupere naturalmente o formato definitivo.
Como é a draga responsável pelo alargamento
A draga Galileo Galilei tem 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos a cada viagem feita. A embarcação, de bandeira de Luxemburgo e construída na China em 2020, já atuou em outras grandes obras de alargamento do litoral catarinense, como na Praia Central de Balneário Camboriú e na Praia de Itapoá.
Equipada com sistemas de navegação e monitoramento ambiental, a draga funciona utilizando tubos que alcançam o leito marinho para aspirar a mistura de areia e água, armazenando o material em um compartimento interno. Depois, a carga é transportada e bombeada até a praia, onde a areia é utilizada para alargar a faixa de areia.
Registrada sob o número IMO 9872365, a draga é equipada com sistemas modernos de navegação e monitoramento ambiental, é recorrentemente utilizada em projetos de engenharia costeira e manutenção de canais de navegação em diferentes países.






