A cidade chinesa é conhecida como uma metrópole do futuro: a cidade mais cyberpunk do mundo (Foto: Reprodução / YouTube / CN Walking)
O Kuixing Tower parece brincar com a ideia de térreo. Quem chega à praça por um acesso caminha sobre uma área no nível da rua. Porém, bastam alguns passos até a borda para descobrir que o chão está cerca de 22 andares acima da próxima rua. Como isso é possível?
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Essa inversão não é truque digital. O edifício está encaixado no relevo abrupto de Chongqing, no sudoeste da China, onde ruas, torres e viadutos dividem a paisagem. No Kuixing, o primeiro andar de um lado corresponde ao 22º do outro.
O resultado transformou o prédio em um resumo vertical da metrópole. A comunicação internacional de Chongqing usa o Kuixing como exemplo da estrutura urbana tridimensional que fez a cidade ganhar nas redes o apelido de “cidade 8D”.
Principais pontos turísticos de Chongqing
Complexo de construções inspirado na arquitetura tradicional chinesa se agarra à encosta às margens do rio Jialing e, à noite, transforma Hongya Cave em um dos cartões-postais luminosos de Chongqing (Foto: xiquinhosilva / Wikimedia Commons)Em Liziba, os trilhos da Linha 2 atravessam literalmente um edifício residencial de 19 andares, com a estação instalada entre o sexto e o oitavo pavimentos (Foto: N509FZ / Wikimedia Commons)O Monumento da Libertação marca o coração comercial de Chongqing e aparece cercado por torres que transformaram Jiefangbei em um dos centros urbanos mais verticalizados da cidade (Foto: Prof. Chen Hualin / Wikimedia Commons)Cabines suspensas atravessam o rio Yangtzé entre os prédios de Chongqing, oferecendo uma visão aérea da cidade que cresceu espremida entre montanhas, pontes e margens íngremes (Foto: rheins / Wikimedia Commons)Ruelas estreitas, telhados tradicionais e antigas casas comerciais preservam em Ciqikou uma face de Chongqing muito anterior aos arranha-céus que hoje dominam a metrópole (Foto: Willi Weasel / Wikimedia Commons)O Museu das Três Gargantas reúne peças arqueológicas, objetos históricos e exposições dedicadas ao Yangtzé e às comunidades transformadas pela construção da gigantesca Barragem das Três Gargantas (Foto: Jpbowen / Wikimedia Commons)Construído em um dos pontos elevados da península central, Eling Park funciona como mirante para observar rios, pontes e dezenas de arranha-céus comprimidos no relevo montanhoso de Chongqing (Foto: Harveychl / Wikimedia Commons)O Zoológico de Chongqing abriga pandas-gigantes e se tornou uma das principais paradas da cidade para observar de perto um dos animais mais associados à fauna chinesa (Foto: Jpbowen / Wikimedia Commons)Esculpidas diretamente em paredões de pedra, as gravuras de Dazu formam milhares de figuras religiosas e cenas cotidianas produzidas ao longo de séculos e hoje reconhecidas como Patrimônio Mundial (Foto: Truthven / Wikimedia Commons)Enormes arcos naturais de pedra surgem entre desfiladeiros em Wulong, área de relevo cárstico onde a erosão abriu cavernas, dolinas e algumas das paisagens naturais mais monumentais de Chongqing (Foto: Brookqi / Wikimedia Commons)
Cidade em camadas
Se o Kuixing apresenta Chongqing, a geografia escreveu o roteiro. A cidade foi construída entre montanhas e é recortada pelos rios Yangtzé e Jialing. Essa combinação impede uma área de ruas retas e planas.
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A cidade cresceu empilhando funções: uma rua passa sobre outra, elevadores vencem grandes desníveis e passarelas conectam pontos que, vistos no mapa, parecem estar no mesmo plano.
Por isso, encontrar o edifício certo nem sempre significa achar a entrada certa. Dependendo do lado da encosta, acessos diferentes podem desembocar em níveis separados por muitos pavimentos, criando situações em que dois “térreos” coexistem no mesmo endereço.
O principal símbolo dessa cidade impossível é Liziba em que a Linha 2 atravessa um edifício de 19 andares, com a estação instalada entre o sexto e o oitavo pavimentos (Foto: David290 / Wikimedia Commons)
A solução para lidar com os desníveis da cidade virou uma atração turística. Visitantes se concentram em uma área de observação para acompanhar os trens entrando no edifício.
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À noite, a sensação na cidade muda de escala. Hongya Cave acende fachadas em camadas sobre a encosta, enquanto arranha-céus, pontes e vias elevadas se multiplicam ao fundo.
A mistura de néon, relevo e circulação alimentou a comparação com cenários cyberpunk (Foto: Maple Doctor / Wikimedia Commons)