A multinacional WEG, que nasceu em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, ganhou sinal verde do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para disputar um leilão no sistema elétrico brasileiro. A companhia está entre as sete empresas credenciadas pelo banco como possíveis fornecedoras de Sistemas de Armazenamento de Energia (SAEs) em baterias para um leilão do setor.
Conhecidos como BESS, na sigla em inglês, esses sistemas, na mira do leilão do governo brasileiro, funcionam como grandes baterias capazes de armazenar eletricidade e devolvê-la à rede quando houver necessidade. A tecnologia ganha importância com o avanço de fontes renováveis, como solar e eólica, cuja produção varia de acordo com as condições climáticas.
Em outras palavras, os dispositivos armazenam energia quando ela está sobrando e a devolvem ao sistema quando ela é necessária. O leilão acontece em 2 de dezembro.
Veja fotos da multinacional WEG, credenciada para o leilão de baterias gigantes
Como funciona o leilão
O Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) 2026, como foi chamado, é o primeiro conjunto de leilões voltados à contratação de potência de grandes sistemas de armazenamento em baterias.
Uma das modalidades, terá como requisito o atendimento a critérios mínimos de conteúdo nacional, como fabricação ou montagem dos produtos em território brasileiro. Neste caso, no qual a WEG ganhou o “sinal verde” para disputar como fornecedora, os sistemas deverão atender aos parâmetros estabelecidos, utilizados como referência de elegibilidade.
Sete empresas ganharam o aval do BNDES
Além da WEG, a lista divulgada pelo banco reúne Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD como fornecedoras credenciadas de sistemas de armazenamento em baterias. O credenciamento habilita os fabricantes a fornecer os sistemas que eventualmente poderão ser utilizados nos projetos participantes do certame.
A estratégia é ampliar a participação da indústria nacional na cadeia de armazenamento, avançando de etapas como montagem e integração dos sistemas para componentes mais complexos da tecnologia. Assim, o objetivo é estimular a produção local, a geração de empregos qualificados e o desenvolvimento de fornecedores e tecnologia no país.
Quais são os próximos passos
Os primeiros leilões específicos para armazenamento de energia estão previstos para 2 e 4 dezembro de 2026. Os contratos deverão garantir ao sistema elétrico a disponibilidade da potência armazenada nas baterias quando houver necessidade.
A corrida pelas baterias, contudo, não deve ficar restrita ao LRCAP. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também prepara, para abril de 2027, o primeiro leilão de transmissão do país com a contratação de um empreendimento de armazenamento por baterias.
O projeto será incluído em um dos lotes do certame e terá como objetivo aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia no Acre. Apesar de serem leilões diferentes, as iniciativas mostram como as baterias começam a ocupar novos espaços na infraestrutura elétrica brasileira.
*Sob supervisão de Fernanda Silva









