Empresários com dívida trabalhista alegam pobreza, mas viajam 4 vezes à Disney; Justiça manda reter passaportes

Devedores alegavam incapacidade de pagar débitos, mas Justiça observou padrão de vida incompatível; empresários faziam viagens ao exterior e casamentos luxuosos

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Empresários têm passaporte retido por dívida trabalhista (Foto: Divulgação)

Empresários que realizavam viagens ao exterior e, ao mesmo tempo, alegavam incapacidade de pagamento de dívida trabalhista tiveram seus passaportes retidos por decisão da Justiça. O caso foi analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo.

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Eles entraram com habeas corpus para cancelar a retenção dos passaportes, mas tiveram o pedido negado. A apreensão do documento foi justificada pelos indícios de que os devedores ocultavam bens e ostentavam padrão de vida incompatível com o cenário de insolvência.

No processo, os empresários chegaram a alegar que as viagens eram a trabalho. A disputa iniciou na 53ª Vara do Trabalho de São Paulo.

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Uma credora tentou receber os valores devidos pelos empresários e, através de pesquisas de ativos, obteve o bloqueio de R$ 5,1 mil nas contas dos devedores. Os valores, porém, eram incompatíveis com o montante da dívida e padrão de vida dos envolvidos.

Empresários com dívida trabalhista mantinham rotina de luxo

No recurso, a credora apresentou provas de que os empresários mantinham rotina financeira incompatível com a alegada incapacidade de pagamento. Entre elas, foi apresentado o argumento de que usavam contas de familiares e de uma funcionária de escritório de advocacia.

O método era usado para ocultar patrimônio obtido em honorários profissionais e rendimentos de uma clínica de estética. Além disso, foi demonstrado o fluxo de viagens turísticas e casamentos luxuosos envolvendo os devedores.

Entre os deslocamentos, constavam quatro viagens em família para a Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, uma viagem para Nova York, além de passeios nacionais para Brasília, Barra da Tijuca (RJ) e São Miguel dos Milagres (AL).

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Os empresários tiveram a documentação bloqueada no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP). Após isso, alegaram que a decisão foi tomada sem intimação prévia e de forma desproporcional. Os devedores usaram argumento de que as viagens tinham finalidade profissional.