O homem acusado de matar uma adolescente de 16 anos com cinco tiros em frente a uma casa noturna de Criciúma foi condenado a 36 anos, nove meses e 27 dias de prisão em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (3). Além do homicídio qualificado, ele também foi condenado por tentativa de homicídio e exploração sexual de menor de idade. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime ocorreu na madrugada de 5 de maio de 2023. Naquela noite, a adolescente havia recusado um convite para ir até a casa do réu e da esposa dele, optando por sair com amigas para uma casa noturna da cidade.
Conforme a investigação, o casal explorava a adolescente sexualmente, oferecendo dinheiro e presentes em troca de relações sexuais. Inconformado com a recusa da jovem, o homem foi até o estabelecimento e chegou a ameaçá-la ainda durante a festa.
Quando a vítima deixou o local, por volta das 4h20min, acompanhada de outras pessoas, o acusado a surpreendeu e efetuou diversos disparos pelas costas. A adolescente foi atingida por cinco tiros e morreu ainda no local.
Homem também foi condenado por tentativa de homicídio
Após atirar contra a adolescente, o réu continuou disparando em direção às pessoas que deixavam a casa noturna. Ao menos oito tiros foram efetuados, e um homem foi atingido na perna. Por isso, além do homicídio, ele também foi condenado por tentativa de homicídio.
Os jurados reconheceram duas qualificadoras no assassinato: o motivo torpe, por a vítima ter sido morta após recusar encontrar o acusado naquela noite, e o recurso que dificultou a defesa da adolescente, já que ela foi atingida pelas costas.
Esposa já foi condenada e outro acusado ainda será julgado
De acordo com o MPSC, a esposa do condenado também participava da exploração sexual da adolescente. Ela já foi julgada e condenada pelo crime.
Outro homem, apontado pela investigação como responsável por levar o atirador até a casa noturna e ajudá-lo na fuga após o crime, ainda será submetido ao Tribunal do Júri. Ele responde por homicídio e tentativa de homicídio.
Réu ficou foragido por mais de dois anos
Após o assassinato, o homem fugiu e permaneceu foragido por mais de dois anos. Ele foi localizado apenas em outubro de 2025, no Rio Grande do Sul, quando foi preso.
Ao fim do julgamento, a Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.
