Marca global de chocolates é condenada a pagar R$ 800 mil após funcionário morrer atingido por máquina

Empresa suíça Barry Callebaut atribuiu o acidente à conduta do trabalhador, mas a apuração identificou falhas na prevenção e no controle de riscos ocupacionais

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Justiça condena marca suíça de chocolate após acidente fatal em unidade na Bahia (Foto: Divulgação. NSC)

A fabricante suíça de chocolates Barry Callebaut foi condenada pela Justiça a pagar R$ 800 mil por danos morais coletivos após a morte de um funcionário ser atingido por uma máquina na fábrica da empresa em Itabuna, no sul da Bahia. O caso aconteceu em 2024, e a decisão foi divulgada nesta terça-feira (20) pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) e ainda cabe recurso.

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A condenação ocorre após uma investigação identificar falhas na segurança do ambiente de trabalho, incluindo problemas na conservação de estruturas utilizadas no local. Até a publicação dessa matéria, a fabricante não se pronunciou publicamente sobre o caso, o espaço segue aberto.

Como ocorreu o acidente que matou o funcionário?

O eletromecânico Jobson Almeida Bispo realizava a manutenção do motor de um equipamento quando uma das rodas passou sobre a tampa de uma caixa de passagem. A estrutura não suportou o peso, provocando o tombamento do equipamento, que atingiu a cabeça do trabalhador.

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Jobson recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a um hospital. Ele passou por uma cirurgia, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Investigação aponta falhas na fábrica em perícia

Segundo informações divulgadas pelo g1, o MPT-BA apurou falhas na identificação, no controle e na fiscalização dos riscos ocupacionais, além de condições inadequadas no espaço em que o serviço era executado.

A investigação também verificou a situação de outras estruturas da unidade industrial. Entre as constatações, estavam problemas nas tampas das caixas de passagem, que poderiam comprometer a segurança de quem circulava ou trabalhava na área.

A avaliação apontou que:

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  1. Apenas 76% das tampas examinadas estavam em boas condições.
  2. As demais apresentavam sinais de vulnerabilidade à corrosão ou comprometimento estrutural.
  3. Parte das estruturas tinha indicação de substituição imediata.

Os resultados ampliaram o alcance das apurações para além do equipamento envolvido diretamente no acidente, ao indicar problemas de conservação em outros pontos da fábrica.

Empresa alega conduta errada de funcionário

De acordo com o MPT-BA, a Barry Callebaut atribuiu o acidente à conduta do próprio funcionário. A empresa alegou que Jobson teria realizado uma atividade diferente daquela para a qual havia sido designado, sem a autorização necessária.

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As investigações, no entanto, identificaram falhas relacionadas à prevenção e à fiscalização dos riscos no ambiente de trabalho. Esses elementos foram considerados no processo que resultou na condenação.