O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou uma liberação “seletiva” das investigações do Caso Master por parte do ministro André Mendonça e pediu o acesso integral dos documentos sobre o assunto. O magistrado enviou uma manifestação ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, apontando que 180 documentos teriam continuado sob sigilo e que isso atrapalharia a análise do caso.
Moraes também pediu que a possível autorização para investigação contra ele, prevista para sessão extraordinária convocada para a próxima terça-feira (15), ocorra de forma conjunta com uma análise sobre fatos ligados ao ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes apresentou seis relatórios da Polícia Federal que apontariam supostas condutas suspeitas do ministro André Mendonça na investigação ligada ao Banco Master. O ministro falou sobre o caso na mensagem:
Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente.
Segundo Moraes, as condutas de Mendonça poderiam, “em tese”, configurar violações de leis de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade.
No levantamento do sigilo do caso, o STF informou que os documentos que não foram publicizados até o momento teriam sido mantidos sem divulgação para não atrapalhar investigações ainda em andamento. O presidente Fachin ainda não se manifestou sobre o pedido de Moraes.
A manifestação de Moraes é o mais novo capítulo da crise no STF que se arrasta desde a semana passada. O estopim foi a divulgação de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes mencionando etapas de investigações contra o banco. As mensagens teriam sido trocadas até mesmo nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025.




