A Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas pelo escândalo do Banco Master. A investigação apura crimes em esquema relacionados entre o Master e o Banco de Brasília (BRB). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (28).
O relatório parcial do inquérito tem mais de 700 páginas. No documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar.
O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja a lista de indiciados pela PF no caso Master e BRB
- Daniel Vorcaro
- Paulo Henrique Costa
- Augusto Lima
- Angelo Ribeiro
- Luiz Antônio Bull
- Alberto Félix de Olveira Neto
- Allan da Silva Machado
- Henrique Peretto
- André Felipe Seixas Maia
- Daniel Monteiro
- Dario Garcia
- Luana Andrade
- Cristiane Maria Lima
- Diogo Ilário
- José Maria Correia
Quem é Daniel Vorcaro
A relação entre o Banco Master e o BRB
Segundo a PF, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa compunham o “núcleo estratégico da organização criminosa” que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB, entre 2024 e 2025. As informações são do g1.
Na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos, além de dirigir a atuação dos demais integrantes vinculados ao Banco Master e às estruturas empresariais associadas ao esquema.
O BRB – que tem como acionista majoritário o governo do DF – enfrenta uma crise marcada por perdas bilionárias ligadas a operações com o extinto Banco Master. Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e Augusto Lima foram alvo de diferentes fases da Operação Compliance Zero, que investiga os negócios do Banco Master. Os três estão presos.
O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro.





