A professora acusada de ter falsificado um laudo de uma aluna para usá-lo em favor do próprio filho teve a fraude descoberta durante uma reunião. O documento falso foi apresentado em uma escola privada de São José, na Grande Florianópolis. O caso foi parar na Justiça.
No dia 2 de junho deste ano, a neuropsicopedagoga autora do processo participou de uma reunião virtual com a equipe da escola. O encontro visava o acompanhamento de uma de suas pacientes, que estuda no local.
Contudo, durante a reunião, a psicopedagoga da escola questionou a profissional sobre um relatório de outro aluno. O documento possuía o nome da neuropsicopedagoga, logotipo e padrão de redação.
O laudo tinha informações do filho de uma professora. A profissional destacou que nunca atendeu o menino nem seus familiares. Diante da inconsistência, a equipe escolar exibiu o documento por meio de compartilhamento de tela, ocasião em que a profissional constatou a utilização não autorizada de sua identidade visual.
Posteriormente, a neuropsicopedagoga confirmou que se tratava de um documento fraudulento. A professora havia usado o laudo de uma aluna, alterado as informações com dados de seu filho e enviado por uma plataforma usada na escola.
Professora é acusada de fraudar documento para beneficiar o próprio filho
Segundo a denúncia, a docente se aproveitou da função profissional para obter o relatório confidencial de uma aluna avaliada por uma neuropsicopedagoga. Com o documento em mãos, a investigada teria convertido o arquivo para um formato editável, substituído os dados da aluna pelos de seu filho e adulterado as datas do procedimento.
O término da vigência da avaliação passou de 23 de dezembro de 2025 para 26 de março de 2026. Além dos dados cadastrais, foram manipulados resultados clínicos.
A professora possuía contrato temporário em uma escola estadual de Biguaçu. A reportagem do NSC Total entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação, em busca de um posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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Neuropsicopedagoga pede indenização por danos morais
Na ação, a neuropsicopedagoga pede a condenação da professora ao pagamento de R$ 10 mil, além do reconhecimento da falsificação material e ideológica do laudo e do uso não autorizado de suas informações.
Ela solicita a inclusão do governo estadual como polo passivo, alegando falha grave no dever de custódia e vigilância de prontuários médicos e pedagógicos confidenciais. A profissional afirma que o uso indevido de sua credencial abalou sua reputação perante a comunidade escolar, gerando desvio produtivo e desgaste emocional.
Além da esfera judicial, uma demanda foi registrada junto à Ouvidoria do Governo de Santa Catarina, para providências e apurações administrativas sobre a conduta funcional da servidora.












