O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, a sessão que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
A sessão terá acesso presencial restrito ao Plenário. Jornalistas credenciados acompanharão os trabalhos a partir de uma estrutura montada na marquise do STF, com telões, cadeiras e mesas.
O julgamento será transmitido pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.
Veja as regras para a sessão
- Acesso ao Plenário: somente pessoas com presença confirmada pelo Cerimonial do STF poderão entrar.
- Jornalistas: profissionais de imprensa credenciados terão acesso à marquise do STF. Setoristas cadastrados para a cobertura diária também poderão acessar o Comitê de Imprensa.
- Celulares: os aparelhos deverão ficar lacrados e desligados durante toda a sessão. O rompimento do lacre poderá resultar na retirada do responsável.
- Revista: todos os pontos de entrada terão detectores de metais e equipamentos de raio X.
- Alimentos e bebidas: não será permitido levar ou consumir alimentos e bebidas no Plenário.
- Manifestações: não serão permitidas manifestações durante o julgamento.
- Silêncio: os presentes deverão permanecer em silêncio durante a sessão.
- Segurança: haverá atuação integrada de órgãos de segurança, com compartilhamento de inteligência, revistas, bloqueios, monitoramento de drones e outras medidas.
- Esplanada: a Esplanada dos Ministérios estará fechada na altura das bandeiras.
Ministros citados em mensagens ou com possível relação com Vorcaro
O que está sendo analisado contra Moraes?
O STF vai analisar um relatório da Polícia Federal que aponta suspeitas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo o documento, que teve sigilo levantado do dia 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, Vorcaro teria se encontrado oito vezes com Moraes e pedido ajuda para conter ações contra o Banco Master.
O relatório também cita a atuação do ministro na análise de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a anulação e o arquivamento do relatório, alegando vícios formais na produção do documento. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, é o relator do caso.





