Rory McColl chegou a Bangkok depois de uma viagem de 30 horas. Na primeira noite, saiu para beber na Rua Khao San e, segundo seu relato, pegou o celular de outra pessoa pensando que fosse o próprio. O aparelho foi devolvido pouco depois, mas o episódio deu início a um longo processo que mantém o escocês na Tailândia há meses.
As autoridades liberaram McColl sob fiança, mas apreenderam seu passaporte. Por isso, ele não pode deixar o país enquanto aguarda o veredicto. Depois de sete audiências, a Justiça marcou a decisão final para 9 de dezembro. Na sessão mais recente, dois policiais disseram que o caso começou com um “mal-entendido”.
Helen, mãe de McColl, contou que o filho está frustrado com a demora. “Ele só quer ver o filho”, disse. A família, que vive em Edimburgo, também enfrenta as consequências da espera: os pais afirmam que Rory perdeu o emprego e o apartamento enquanto permaneceu retido na Tailândia.
A noite em Bangkok
Antes de encontrar o outro aparelho, McColl percebeu que havia perdido o próprio celular. Ao ver um telefone sobre o balcão do bar, guardou-o no bolso sem notar que pertencia a outra turista. A mulher recebeu o aparelho de volta pouco depois, e McColl explicou o que havia acontecido à equipe de segurança e à polícia.
Helen relatou que os policiais levaram o filho à delegacia inicialmente para que ele “ficasse sóbrio”. Depois, porém, o prenderam. McColl passou duas noites numa cela e dormiu no chão de concreto. Após sair sob fiança, ficou por um período em Pattaya, a cerca de 150 quilômetros de Bangkok. Agora, está hospedado com uma família no norte da Tailândia enquanto o processo não termina.
A espera da família
John, pai de McColl, disse que a saúde mental do filho sofreu no início do processo. Segundo ele, Rory é extrovertido e sociável, mas não consegue dormir na véspera das audiências. A família tenta ajudá-lo a enfrentar cada etapa enquanto aguarda uma decisão.
Helen também voltou a trabalhar depois da aposentadoria. Ela passou a cuidar de cães para contribuir com os custos legais. Mesmo com o veredicto previsto para dezembro, a mãe evita criar expectativas. Se a decisão sair na data marcada, diz, a família espera receber Rory em casa como numa volta para casa.








