Depois de possivelmente ser atacado por cães, um veado-mateiro-pequeno foi encontrado ferido e exausto por uma veterinária, que voluntariamente resgatou o animal, em Timbó. A espécie, Mazama jucunda, está ameaçada de extinção em Santa Catarina.
O resgate ocorreu há cerca de dez dias e foi realizado de forma voluntária pela veterinária Pamela Schütze, ex-aluna da Universidade Regional de Blumenau (Furb). Ao encontrar o animal durante o deslocamento entre Timbó e Blumenau, em uma área alagada, a veterinária percebeu que o veado estava debilitado, com arranhões e mordidas.
A suspeita é de que ele tenha sido perseguido por cães domésticos, que estavam soltos. Ela colocou o animal no próprio veículo e o levou até o Hospital Escola Veterinário da Furb.
Como conta o professor da universidade e médico veterinário Julio César de Souza Junior, o veado recebeu o atendimento do Serviço de Atendimento de Animais Silvestres de Blumenau (SaasBlu), um projeto de extensão da FURB. O serviço é realizado por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Blumenau (Semas).
Veja algumas fotos do animal
Animal tinha ferimentos pelo corpo
De acordo com a equipe veterinária, o animal é um macho adulto jovem e chegou ao hospital em estado delicado. Ele apresentava lesões extensas na pele, lacerações nos músculos da coxa e também uma lesão em uma das patas. Além da gravidade dos ferimentos, a espécie é bastante sensível ao estresse, o que pode dificultar o atendimento e até aumentar o risco de morte durante o processo de recuperação.
Apesar disso, o animal conseguiu superar o período mais crítico e apresentou uma evolução positiva, segundo o professor Julio César. Atualmente, o veado não precisa mais receber medicamentos e a equipe aguarda a cicatrização dos ferimentos. O comportamento dele também está sendo acompanhado para avaliar se ele terá condições de voltar à natureza.
O veado-mateiro-pequeno (Mazama jucunda) é uma espécie da fauna silvestre associada à Mata Atlântica e encontrada principalmente na região Sul do Brasil. Em Santa Catarina, o animal está ameaçado de extinção. Entre as principais ameaças estão a perda e a fragmentação do habitat, a caça e os ataques provocados por animais domésticos.









