Uma moradora do bairro Tifa Martins, em Jaraguá do Sul, passou por um susto ao encontrar um filhote de jararaca na lavanderia de sua residência. Ao avistar a cobra, a senhora acionou imediatamente o serviço de resgate de fauna.
O biólogo Christian Raboch, da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), foi ao local e realizou a captura do animal. Apesar de jovem, o filhote já é peçonhento e exigiu manuseio especializado.
Quais são as cobras mais comuns em SC
A serpente está atualmente sob os cuidados da Fujama e tem sua soltura agendada para esta quarta-feira (28). Segundo Christian, por pertencer ao gênero Bothrops (jararaca), que agrupa espécies peçonhentas responsáveis pela grande maioria dos acidentes ofídicos no Brasil, a equipe da fundação precisa transportá-la para uma área florestal mais afastada do perímetro urbano, garantindo a preservação do animal e a segurança da população.
Reaparecimento em altas das temporadas
A presença de cobras em áreas habitadas da cidade durante este período tem explicação biológica. Com a elevação das temperaturas na região, as serpentes deixam o período de repouso do inverno e passam a circular com mais frequência em busca de alimento.
As autoridades ambientais lembram que matar qualquer animal da fauna silvestre é proibido por lei e configura crime ambiental, sujeito a multa e pena de prisão. Ao se deparar com uma serpente em residências, a orientação é manter a distância e acionar a Fujama, em Jaraguá do Sul, para a remoção adequada.
Risco de acidentes e importância ecológica
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o grupo das jararacas (Bothrops) lidera as estatísticas de acidentes com cobras no país: em 2022, 69,3% das picadas registradas no Brasil foram causadas por espécies desse grupo, muito comum no Norte de Santa Catarina. Quando adultas, essas serpentes podem atingir cerca de 1,20 metro de comprimento.
Apesar do risco de acidentes, a jararaca desempenha um papel fundamental no ecossistema ao controlar populações de pragas e pequenos roedores. Além disso, a peçonha da espécie é utilizada pela ciência na extração de compostos para a fabricação de remédios contra doenças cardíacas e circulatórias.









